Os teosofistas acreditam no Anima
mundi, ou seja, na alma universal que está presente em todos os lugares.
A alma significa "um poder invisível, como um ser distinto, parte de nosso ser
vivente, manifestando-se através dos atos, pensamentos e idéias". Ela também é
representada como uma substância luminosa, sob a forma de uma chama ou de um
pássaro.
Na literatura teológica, encontramos a palavra pneuma;
o sopro puramente espiritual que se dirige às regiões celestes. Mas, será que
depois da morte de um animal de estimação, sua alma retornaria ao local de
origem? De certa maneira, os animais domésticos são diferentes dos animais que
não recebem afeto, que vivem na natureza. A individualização entre os animais
e seus donos é mais possível com cães e gatos.
De acordo com a Revista Dog Fancy, "os animais de
estimação vão para o céu e isto depende de como o animal se comportou aqui na
Terra. Suas atitudes determinam sua bênção divina", declarou rabino Gershon
Winckler. A especialista em vida animal Mary Buddemeyer Poter acredita que
"todos os animais vão para o céu já que são seres inocentes e livres do
pecado". "Não importa como agiram na Terra, eles vão para o paraíso", diz o
professor de Teologia da Universidade de Nottingham, na Inglaterra.
Segundo Brian Mc Sweenewy, vice-chanceler da arquidiocese
de Nova York (EUA), "eles vão para o céu devido a ligação que seus donos tem
com os mesmos, já que o céu foi criado para os humanos". Em agosto de 2001 foi
realizada uma pesquisa na ABC News & Beliefnet onde 47% dos entrevistados
acreditam que seus animais vão para um plano superior depois que morrem. A
pesquisa foi feita por telefone com 1.018 adultos.
Há inúmeras identificações e correspondências entre os
homens e os animais, arquétipos que representam as camadas mais profundas do
inconsciente e do instinto. Contudo, apesar de seres irracionais, a maioria
dos animais vivenciam a fraternidade, convivendo harmoniosamente com os seres
humanos. Com os seus corpos, os animais expressam emoções. O instinto da
preservação da espécie é notada em praticamente todos os animais.
Perpetuar a própria espécie é o instinto mais forte na
natureza animal. Os zoólogos também relatam casos de adoção, onde as fêmeas
costumam tomar conta de algum filhote abandonado. Na Bíblia, os animais foram
apresentados à Adão e agrupados por espécies. Como o homem está associado ao
processo de criação - descrito por Moisés, estes recebem proteção divina e em
nome da solidariedade das espécies, Deus proibiu o sofrimento inútil dos
bichos.
Os animais aparecem em diversas religiões como guardiões
dos templos. No Egito, a zoolatria era levada a sério. Um egípcio era capaz de
deixar sua casa ser queimada por um incêndio pelo dever em socorrer seu gato.
Várias múmias de gatos foram encontradas nos sepulcros egípcios.
Para Shiva (divindade indiana) toda a forma de
vida é sagrada e não existem diferenças entre os homens e animais. O interesse
que o homem sente pelos animais, considerando-o como materialização dos
próprios complexos psíquicos e simbólicos, percebe-se nos dias atuais com o
zelo dos animais domésticos.
Fonte: Portal Terra
Monica Buonfiglio