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A
origem do
Basenji é bastante nebulosa. Sabe-se que origina-se na região do leste africano,
onde foram descobertos pelos egípcios, que, depois de adotá-lo, chegaram até a
transformar os Basenjis em cães sagrados, uma vez que acreditavam que os cães
acompanhavam os mortos ao Além. Tal foi a identificação da raça com os egípcios,
que, durante muito tempo eram conhecidos como "cão de Keops", nome do faraó que
mandou construir a primeira pirâmide de Gizé.
Foi
apenas em 1870 que a raça foi ´descoberta´, desta vez pelos colonos ingleses que
chegaram à região do Congo e travaram conhecimento com esses cães que eram
utilizados pela população local na caça. Encantados com os exemplares que viram,
os ingleses exportaram alguns exemplares para a Inglaterra em 1895. Infelizmente
esses exemplares morreram por uma virose, assim como os que foram exportados em
1923. A raça só conseguiu fixar-se na Grã-Bretanha em 1937 e nos Estados Unidos
em 1941.
No Brasil o Basenji ainda é muito
pouco conhecido e existem poucos criadores que investem na raça, cuja
particularidade é o fato de que não latem, mas emitem diversos sons, que alguns
descrevem como choros de crianças, outros como cantos ou risadas.
 
O
Basenji é considerado um cão de personalidade ´felina´, porque, além de não
latir, ainda apresenta o costume de se lamber como os gatos. É um cão de
temperamento forte e que requer um dono experiente.
Normalmente travessos e bastante
teimosos, os Basenjis precisam conhecer seus limites bem claramente, por isso,
quanto mais experiente for o dono, melhor será a convivência com o cão. Segundo
os amantes da raça, essa ´teimosia´ é fruto de sua função original, de cão de
caça, em que deve caçar praticamente sozinho e, por isso, tomar decisões sem
´consultar´ seu dono.
O
Basenji é o penúltimo colocado no
ranking de inteligência para o trabalho elaborado por Stanley Coren - veja em A Inteligência dos Cães. Seus resultados podem ser explicados
pela dificuldade "natural" que tem em aceitar ordens de estranhos. Por isso,
recomenda-se que desde cedo o próprio dono invista algumas hora na educação de seu
cão.
Muito
exclusivista, não costuma aceitar bem a idéia de dividir a atenção de seu dono
com outro cão. Igualmente não se trata de um cão que possa ser deixado por
longos períodos sozinho.
Apesar de ser um cão de pequeno/médio
porte, possui músculos fortes e longos, o que lhes dá uma incrível
velocidade. Também a forma com que se movimentam faz com que este cão gaste um
mínimo de energia e fôlego necessário. Desta forma eles percorrem distâncias
incríveis rapidamente e sem demonstrar cansaço. Por essas características,
participam com sucesso de corridas de cachorros, muito parecidas com as corridas
de Greyhound.
Não é um cão indicado para
apartamentos, porque, apesar de seu tamanho, é um cão cheio de energia e precisa
de espaço para se exercitar.
 
Ao contrário da maioria
dos cães, o Basenji não é totalmente “domesticado”, sendo considerado um cão
do ´tipo primitivo´. Essa qualidade faz com que ele seja mais vulnerável aos
apelos dos seus instintos do que às vontades de seu proprietário. Por esta
razão os filhotes devem ser socializados e manuseados, desde cedo, por
crianças e pessoas cuidadosas. É preciso ter especial cuidado com esta raça
para não maltratá-la ou assustá-la, pois eles têm excelente memória e não
costumam ´esquecer´ daqueles que os tratam sem delicadeza. É preciso tratá-los
de forma firme, mas com muito respeito e justiça.
Os filhotes são muito espertos e aprendem muito
rapidamente, o que não quer dizer que sejam ´obedientes´... É fundamental que o proprietário saiba se fazer
obedecer, impor-se com carinho e mão firme, acostumando-o desde cedo, e passar
pelos "testes" de liderança. A educação precoce e a socialização, são fundamentais
que ele não desenvolva comportamentos agressivos e que respeite o proprietário
como líder da matilha, evitando problemas na fase adulta.
Se não forem acostumados desde pequenos estes
cãezinhos podem se tornar bastante agressivos com outros cães.
 
O Basenji
possui pelagem curta e lisa e pode ser bicolor ou tricolor. No caso dos
bicolores, pode ser preto e branco ou avelã e branco. No caso dos tricoleres,
deve ser preto, avelã e branco. A cor branca deverá estar sempre presente nos
pés, no peito e na ponta do rabo, sendo que um colar branco, as patas brancas e
uma listra branca na cara são opcionais. No padrão americano da raça é aceita a
marcação tigrada.
 
Apesar de ser um cão bem rústico
e resistente, o Basenji apresenta alguma
tendência para desenvolver alguns problemas de saúde.
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Displasia coxo-femural
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Problemas hereditários de visão
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Síndrome de Fancone - distúrbio que afeta a capacidade renal. Os sintomas são:
excesso de consumo de água e produção excessiva de urina, com forte presença de
glicose. Caso não seja tratada, pode levar o cão à morte.
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