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A
origem do Bearded Collie é
controversa, existindo inúmeras teorias a respeito das raças que teriam
constituído os primeiros exemplares.
A teoria mais aceita
é a de que tenha se
desenvolvido na Escócia a partir do acasalamento de cães como o Poland Lowland
Sheepdog (Polski Owzcarek Nizinny) e o Komondor, além de outros cães de
pastoreio locais, selecionados por suas características no exercício da função.
A principal
característica que buscavam os pastores, era um cão que fosse resistente e
independente, que pudesse trabalhar com as ovelhas tendo que ´tomar suas
próprias decisões´.
Graças
à sua habilidade no trabalho, foram fundamentais para as travessias de gado das
Terras Altas para os mercados nos séculos 17 e 18.
Embora tenha
ganhado alguma popularidade nas exposições no final do século 19, a raça quase
foi extinta com o evento da Primeira Guerra Mundial, e foi salva em meados de
1940 pela Senhora Wendy Willinson, que havia encomendado um filhote de
Pastor de Shetland e para sua surpresa recebeu um filhote de Bearded Collie. Apesar do
engano, acabou encantando-se pelo temperamento, inteligência e instinto de
pastoreio do filhote, e decidiu mantê-lo. Graças aos seus esforços, voltou a
promover e incentivar o desenvolvimento da raça. Hoje é possível traçar a
maioria dos pedigrees até seus dois primeiros beardies, Jeannie e Bailey of
Bothkennar. A raça foi reconhecida pelo The Kennel Club em 1959. Nos Estados
Unidos, este reconhecimento se deu apenas em 1977 e no Brasil ainda existem
poucos exemplares.
 
Apesar de seu início como cão de pastoreio, os bearded collies
foram, paulatinamente, perdendo espaço para outras raças na função, mas seu
temperamento alegre e disposição para as atividades fizeram com que ganhasse
destaque como cão de companhia ou de exposições.
Por ser um cão muito ágil e resistente, atua com muito sucesso
em competições de obediência e agility.
São cães que demandam exercícios para que possam se desenvolver
bem e não adquirir hábitos destrutivos. 30 minutos de exercícios diários são o
suficiente para os Beardies. Como foram desenvolvidos para que pudessem atuar
praticamente sozinhos com as ovelhas e o gado, tendem a ser cães mais
independentes e menos afeitos à obediência. Por isso mesmo, qualquer treinamento
nunca deve ser repetitivo, pois se entediam facilmente. Na classificação do
estudioso Stanley Coren, publicada no livro ‘A Inteligência
dos Cães’, ocupam a 34ª posição entre 135 raças pesquisadas.
São cães dóceis e confiáveis, e não devem demonstrar traços de timidez exagerada
ou agressividade e, ao contrário de outros cães originalmente de pastoreio, não
são cães que devam ser utilizados para guarda, já que não possuem instinto
territorial muito intenso. Podem ser utilizados como cão de alarme.
Com os humanos são cães
carinhosos, sem fazer o tipo ´grudentos´. Apesar disso, não gostam de ficar
longos períodos sozinhos. Precisam participar da vida da casa e sentir que
existe um ´dono´ por perto.
Por seu passado de pastor, costuma dedicar-se igualmente a todos os membros
da família, sem eleger único dono. Cuida de todos, e gosta de ver sua família
reunida, como um rebanho.
Com crianças, é extremamente paciente e especialmente brincalhão. todo cuidado é pouco, uma vez que sendo um cão muito delicado e
frágil, pode se machucar facilmente em uma brincadeira mais estabanada. Como
praticamente todas as raças de pastoreio, costumam se dar bem com outros cães e
mesmo com outros animais que certamente vão ser pastoreados pelos Beardies.
 
São bastante curiosos e seu olhar e comportamento demonstra
isto claramente. Estão sempre dispostos a conferir tudo de novo que passa em seu
caminho.
Os filhotes nascem com uma coloração intensa, mas mesmo os
criadores experientes não prevêem qual a tonalidade definitiva dos cães quando
filhotes. Somente após os quatro meses, a tonalidade começa a variar e é normal
que a pelagem clareie, em muitos casos chegando a ficar totalmente branco,
voltando a escurecer a partir do segundo ano.
Por sua característica de independência, os filhotes devem
aprender rapidamente que devem obedecer e precisam ser estimulados
à obediência desde cedo, caso contrário podem desenvolver um traço forte de
personalidade dominante e o convívio pode ser bastante difícil.
 
A raça pode apresentar-se nas cores preta, azul, marrom e
areia, com ou sem marcas brancas e com diversas tonalidades, variando por
exemplo, na cor preta, do preto intenso ao cinza ardósia.
Durante sua vida a tonalidade irá variar, porém a partir de
três anos esta variação passa a ser mínima e já se sabe a tonalidade definitiva.
A variação ocorre dentro de uma mesma ninhada, entre irmãos e podem também
nascer todos de uma única cor, ou mesmo as quatro cores na mesma ninhada. A
regra aqui é ditada por um fator genético bem complexo, baseado nos pais e nos
fatores que os mesmos carregam.
O pelo abundante dos Beardies, precisa de cuidados para que
se mostrem limpos e sem nós. Deve-se acostumar o filhote desde cedo com a rotina
de escovações. O ritual de escovação deve ser repetido pelo menos 1 vez por
semana, quando os cães estão na fase adulta. Entre 9 e 18 meses, quando trocam o
pelo de filhote pelo de adulto, precisam de escovação a cada 3 dias, para
remoção dos pelos que estão se soltando. Deve-se evitar os banhos excessivos que
podem danificar o pelo do cão.

Os Beadies são cães muito
rústicos, com poucos problemas congênitos específicos da raça. Como não se trata
de uma raça muito popular, os criadores em todo mundo são bastante
conscienciosos para a realização de acasalamentos, procurando excluir do plantel
exemplares problemáticos.
- A raça é sujeita a Alergias,
que ocorrem por
herança genética. As manifestações alérgicas podem ter diversas causas, desde
picadas de insetos a remédios. As conseqüências vão de coceiras a reações
violentas, às vezes fatais.
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Displasia
coxo-femural
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