O Bichon Frisé, também conhecido como Tenerife", tem
uma origem bastante controversa e antiga. Parece ser consenso entre os historiadores que o
Bichon tenha surgido nos países do Mediterrêneo, especialmente na Itália. Segundo estes
cinólogos, o Bichon teria surgido a partir do cruzamento do Poodle com o Maltês.
Outras correntes, afirmam que o Bichon teria sua origem na ilha de Tenerife, pertencente
ao arquipélago das ilhas Canárias na costa da Espanha.

Sua disseminação na Europa ocorreu por volta do século XV, quando passou a
ser adotado pelas famílias reais. O rei Henrique III, adorador de cães pequenos e
peludos, o adotou entre seus preferidos e tamanhos eram os gastos com seus
pequenos, que chegou a causar polêmica entre os demais membros da corte. Por sua
influência, os bichons tornaram-se praticamente obrigatórios nas cortes européias, até
Napoleão III, quando começou a decair na preferência da nobreza e, simultaneamente,
atrair as atenções das famílias comuns.
Com a primeira Guerra Mundial, a criação foi severamente ameaçada e diante do risco
de extinção, o Kennel Club Francês empreendeu grandes esforços no sentido de recuperar
a raça, que foi reconhecida oficialmente em 1934 e internacionalmente apenas nos anos 70
(em 72 pela FCI e em 73 pelo AKC).
No Brasil a criação dos Bichons tem aumentado nos últimos anos, mas ainda é muito
comum que os cães sejam confundidos com os Poodles.

O Bichon é um cão extremamente ativo, divertido e amistoso, sempre disposto
à procurar agradar ao dono e estar em sua companhia. Expansivo e alegre, é muito
sociável com pessoas e outros cães.
Por suas qualidades de cão de companhia, o bichon é muito usado como auxiliar em
terapias humanas que envolvem a presença de animais. Seu tamanho e aspecto ajudam no
relacionamento com os pacientes enfermos, que são estimulados pela sua aparência e
docilidade.
Apesar do tamanho e aspecto de pelúcia, é um cão que assume perfeitamente um papel
esportista, participando com sucesso de competições de agility, flyball,
entre outras. Gosta de ter espaço para correr e brincar.
O Bichon tem também um especial talento para travessuras, o que pode surpreender quem
adquiriu o cão apenas por sua aparência. Apesar de adaptar-se muito bem a apartamentos,
os Bichons precisam gastar sua energia em passeios diários. Mesmo sendo um cão de
aparência frágil, aguentam facilmente longas caminhadas ao lado do dono.
No livro "A Inteligência dos Cães",
de Stanley Coren, o Bichon está na 45ª posição entre as raças pesquisadas.
 
Os Bichons devem perceber desde cedo, quais os limites para suas travessuras. São
cães que costumam aprender logo o lugar correto para fazer suas necessidades.
Se for preciso deixá-los longos períodos sozinhos, os donos devem acostumá-los desde
a fase de filhote incentivando-o a não latir em seus períodos de ausência. Mas o
principal para o sucesso de uma boa educação será a postura dos donos que não devem
deixar-se levar pelo aspecto frágil do filhote, mimando excessivamente o cão.
Até os 4 meses o Bichon tem o pêlo de filhote, que deve, como o
poodle, ser tosado completamente (menos o rabo) para que então seja substituído pela
pelagem mais encaracolada do Bichon adulto.
Há filhotes que nascem com manchas abricó, creme ou cinza nas orelhas e,
eventualmente, no corpo, que podem ou não sumir com o tempo, alguns meses ou anos depois.
A FCI pede branco puro e o AKC aceita as manchas se não ultrapassarem cerca de 10% do
corpo.
Quando se for escolher um filhote, deve-se observar a posição da cauda que é portada
erguida, curvada sobre o dorso, sem tocá-lo, e nunca enrolada.
Outra questão importante ao adquirir um filhote é não se enganar com
anúncios que oferecem exemplares "micro". Segundo criadores, adultos com menos
de 20cm podem apresentar distorções físicas, como focinho bicudo, olhos saltados e
cabeça maior e desproporcional ao corpo e alterações de temperamento ou saúde.

A altura considerada
mínima, para a raça manter proporções corretas, é estipulada pelo AKC - American
kennel Club, em 24,13cm. A FCI não determina a altura mínima, mas há um consenso de que
esta não deve ser inferior a 25cm. Por outro lado, cães com mais de 30cm (altura máxima
pelos dois padrões) também não são recomendados. Tendem a desproporções como pernas
longas, o que é incorreto, pois o Bichon deve ser mais comprido que alto.

O Bichon, como
todo cão de pelo longo, precisa de cuidados especiais para manter-se bonito e limpo.
É absolutamente essencial que seja penteado diariamente para evitar a formação de
nós. Os banhos podem ser também semanais e, se levados para a tosa em pet shops, é
recomendável ressaltar que se trata de um Bichon e não de um Poodle e assim, precisa ser
tosado de acordo com o padrão da raça.

A raça permite dois tipos de corte dos pelos, sendo que a mais comum no Brasil e nos
EUA, ressalta o aspecto arredondado do Bichon é chamada de Powderpuff.

O Bichon tem certa tendência à engordar, por isso, sua alimentação deve ser bem
orientada pelo veterinário.
Pode ainda apresentar manchas avermelhadas ao redor dos olhos e embaixo do focinho,
devido à acidez das lágrimas e saliva.
Costumam apresentar alguns problemas de pele e alergias, que devem ser
tratadas com orientação do médico veterinário.
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