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Os primeiros Dogues de Bordeaux foram apresentados ao
público numa exposição canina apenas em 1863, em Paris e nos anos seguintes,
a raça sofreu com a ausência de um padrão da raça, que fez com que
surgissem, basicamente, 3 tipos de cães, criados em regiões diferentes da
França, e com características de tamanho e, principalmente, pela aceitação
ou não de cães com máscara preta. A questão da máscara preta, aliás, foi o
principal ponto de discórdia entre os criadores franceses na consolidação de
um padrão único para a raça, uma vez que os criadores afirmavam que a
presença da máscara negra era um sinal da presença de sangue do Mastiff
Inglês.
No período entre guerras, a raça sofreu mais uma vez com a redução expressiva de seu plantel e só não desapareceu completamente graças à importação, para a França, de exemplares nascidos nos Estados Unidos. A raça não é reconhecida pelo American Kennel Clube e só é internacionalmente aceita pela FCI, que é o órgão internacional que organiza a criação nos países da Europa (menos Reino Unido) e na América Central e do Sul. Graças à sua valentia como cão de guarda e seu comportamento extremamente leal aos donos, aliados à sua aparência exótica, a raça expandiu-se pelo mundo e ganhou notoriedade com a participação de Dogues de Bordeaux em filmes, como ‘Uma Dupla Quase Perfeita’. Apesar de sua função original de cão de guarda, os Dogues de Bordeaux não são cães aleatoriamente agressivos e também não costumam latir à toa. Bastante pacientes com crianças, são cães que precisam ser corretamente socializados, de preferência desde a mais tenra idade. Possuem grande senso de território e, apesar de ser uma característica desejável num cão de guarda, torna sua convivência com outros cães bastante difícil, especialmente no caso dos machos. Segundo diversos criadores, seu instinto de proteção é suficiente para que desempenhe adequadamente suas funções, não sendo necessário um adestramento específico para a guarda. Apesar de seu tamanho, são cães relativamente tranquilos não sendo necessário que pratiquem exercícios exaustivos ou mesmo que disponham de grandes espaços, mas é fundamental que disponham de atividade rotineira, evitando assim problemas de obesidade. Com pessoas estranhas, são naturalmente reservados e só costumam ser mais entusiasmados na recepção de visitas após serem devidamente apresentados por seus donos. Os filhotes devem receber o adestramento básico o mais cedo possível e, de preferência, devem ser educados pelos próprios donos, uma vez que na idade adulta chegarão facilmente a pesar mais de 50 kg e precisam ser cães controláveis. Não são cães indicados para proprietários iniciantes, uma vez que precisam reconhecer em seus donos os reais líderes da matilha familiar. Os filhotes crescem muito rápido e por isso mesmo devem receber atenção especial quanto à alimentação e também quanto ao tipo de piso, que deve ser, preferencialmente áspero, garantindo assim que ossos e articulações não sejam expostos a torções e mal-formações. É importante que na fase de crescimento os filhotes tenham uma atividade física regular e que propicie o seu bom desenvolvimento físico e muscular. Assim como a maioria das raças de crescimento rápido, os problemas ósseos são os mais comuns. A raça é especialmente sensível a:
Dermatites e problemas de pele Problemas cardíacos – normalmente de origem genética, e atribuído ao fato de que a raça quase desapareceu e que muitos cruzamentos entre parentes muito próximos foram realizados na tentativa de salvá-la.
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