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Apesar de ser um cão extremamente popular em seu país de origem, o Border começou a ganhar reconhecimento no Brasil após sua participação em comerciais como o do Unibanco e em filmes, como o Babe, o Porquinho Atrapalhado. O Border é, antes de mais nada, um trabalhador. Desenvolvido para o trabalho, pode ser considerado por muitos um workholic. Sua principal característica pela qual foi selecionado durante tantos anos é a capacidade de lidar especialmente bem com rebanhos. Em seu país de origem, estima-se que 98% de todas as propriedades rurais utilize cães para auxiliar no trabalho com o rebanho, e grande parte destes cães são borders. É um cão com extrema vitalidade e uma enorme necessidade de executar tarefas, por isso não é incomum encontrar relatos de borders que, na falta de um rebanho de ovelhas para cuidar, acaba pastoreando patos, crianças... enfim, qualquer coisa que se mova.
No entanto, a inteligência e a habilidade para resolver situações complexas pode se transformar num problema para o dono, uma vez que da mesma maneira que aprende as coisas que o dono quer, aprenderá na mesma velocidade coisas que são absolutamente dispensáveis. A principal característica do Border em ação é o seu chamado power eye. É através de seu olhar penetrante que ele consegue, apesar do tamanho, dominar rebanhos com tanta eficiência.
Além de suas atividades originais, o Border é um exímio atleta. Por suas características físicas, tem uma enorme agilidade e velocidade, o que garantiu à raça um papel de destaque nas competições de agility, fly ball e jumping. A superioridade dos border na prática do agility é tão acentuada que para eles foi criada uma categoria especial, onde concorrem apenas entre si, dando assim alguma chance às demais raças nas categorias gerais.
Para os pequenos filhotes a principal motivação para o aprendizado é o interesse do dono. Assim, um bom dono é capaz de obter excelentes resultados com um Border mesmo com poucos meses. O instinto de pastoreio do Border é ainda tão forte que mesmo os
pequenos filhotes já começam a assumir a pose típica da raça quando trabalha:
colocando a cabeça para frente, patas da frente abaixadas e garupa alta. Segundo os
estudiosos, essa postura é uma aliada na intimidação das ovelhas.
Quanto às crianças, dá-se bem com elas, mas seu instinto de pastor pode assustá-las se forem muito pequenas. Quanto à higiene, banhos podem ser dados mensalmente, mas as escovações devem ser freqüentes para manter a pelagem sempre na melhor forma. Nos de pêlo longo, mais ainda: de preferência, todo dia.
O padrão adotado pela CBKC entidade brasileira de cinofilia, determina algumas características que todo Border deve ter, como por exemplo um corpo um pouco mais comprido do que alto, o porte médio com cerca de 50 cm na altura da cernelha, o focinho relativamente fino, as orelhas afastadas e inseridas no alto da cabeça, a cauda moderadamente comprida. O pêlo pode ser curto ou longo; as orelhas eretas ou semi-eretas.
Outro problema que pode acometer os Borders é a CEA (Anomalia do Olho do Collie), um descolamento da retina e que aparece bem cedo no Border. A CEA resulta em sangramentos e cegueira e atingem cerca de 2% dos exemplares. Casos de displasia coxo-femural (anomalia no encaixe do fêmur e da bacia) também já foram relatados, mas são mais raros.
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