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Personalidade Problemas comuns à raça Sobre o Boxer O Filhote Padrão  
 

Originário da Alemanha, a diversidade marca o Boxer desde o seu aparecimento. Ele descende de cães usados na captura de animais de grande porte como cervos, ursos e bisões denominados pelos alemães de beissers (mordedores) que eram proganatas, ou seja, tinham a arcada dentária inferior mais para a frente do que a superior. Subdividam-se conforme sua funções em Bullenbeisser (Bulle=touro), Büffell-beisser (Büffell=búfalo) e Bärenbeisser (Bär=urso).

No século XVI apareceram na Inglaterra os bullbaitings, combates a touros, em que se utilizavam principalmente o Bullenbeisser, que era o menor deles. Surgia assim o Bulldog, mais semelhante ao Boxer atual do que ao Bulldog Inglês, mas que, no início do século XIX, começou a entrar em extinção. Para que a raça não desaparecesse, os alemães, através da criação selecionada chegaram a um cão satisfatório, porém menos prognata que o desejável e para manter o aspecto prognata da raça, utilizaram o Bulldog Inglês, resultando daí a raça Boxer. Apesar da origem germânica, a raça manteve o nome inglês "Boxer" aparentemente para satisfazer aos ingleses que reivindicavam a paternidade da raça.

Novamente para Alemanha, o Boxer começou a mudar em termos de conformação, e os criadores procuravam obter um animal mais elegante, com patas mais longas e retas, que pudesse ser utilizado para acompanhar as carruagens. Com essa mudança de função, iniciou-se também a transformação do antigo gladiador de touros para o atual cão de guarda e companhia.

A primeira vez que se exibiu um Boxer em uma exposição foi em 1895, na Alemanha. No ano seguinte, em Munique, era fundado o Boxer Clube Alemão. Em 1905, clubes de raça da Suécia, Holanda e vários lugares da Alemanha, estabeleceram regras de tipo e criação e alguns anos depois, com base em um exemplar considerado próximo ao ideal, foi feito um padrão para o Boxer.

Com o advento da 1ª Guerra Mundial, a criação alemã sofreu muito e só após a década de 20 é que o boxer voltou a se desenvolver como cão de trabalho. Com a 2ª Grande Guerra, e com o reconhecimento das qualidades da raça como cão de guarda, até mesmo as forças aliadas - e sobretudo os americanos - compraram muitos reprodutores e matrizes para exportá-los para os Estados Unidos. Conscientes do perigo que a exportação em massa dos exemplares poderia ocasional à criação nacional, os alemães iniciaram um processo de restrição das exportações.


Diferentemente de muitas raças que se transformam em "moda" e do mesmo jeito que aparecem, desaparecem, o Boxer é uma raça de presença estável e constante. Isso se deve, em grande parte, às suas melhores qualidades de guardião e principalmente, pela enorme paciência que demonstra ter com as crianças da casa, qualidade esta que o qualifica como excelente e fiel babá. É um cão que, mesmo no decorrer das brincadeiras está sempre atento a qualquer possível ameaça aos seus "pequenos donos".

O sucesso da raça em todo mundo deve-se a diversos fatores: seu porte médio que facilita sua adaptação a qualquer tipo de espaço, seu aspecto forte e robusto, a pelagem curta (que demanda poucos cuidados) e, acima de tudo, à sua excelente performance como guardião.

 

 

Tem excelente caráter e mesmo adulto adora brincadeiras, o que lhe credita ainda mais pontos junto às crianças e, claro, junto aos pais delas. É extremamente sociável (desde que esteja acompanhado por pessoas da família) e bastante inteligente. Segundo a classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães o Boxer figura no 48º lugar na classificação de inteligência para obediência e trabalho.

Existem basicamente dois tipos distintos desenvolvidos para a raça: o boxer de linhagem tradicionalmente alemã, mais encorpado e robusto; e o de linhagem americana, mais leve e ágil.

Para quem busca um cão de guarda, é essencial a busca por uma linhagem tradicional na função, uma vez que com o desenvolvimento da raça algumas linhagens têm se mostrado pouco afeitas à função de guarda. Na Alemanha, onde há as provas de seleção, os cães são analisados não apenas na sua estrutura física mas também quanto ao caráter e disposição para o trabalho.

Sua energia e vigor fazem com que seja indicado para quem tenha um bom espaço externo para que o cão possa, de fato, se exercitar. Além disso, é altamente recomendado que o proprietário possa proporcional exercícios extras, como caminhadas e corridas. Por seu físico bem delineado e força, é extremamente recomendado para quem procura um companheiro para os esportes, especialmente porque o Boxer é um cão extremamente dedicado ao seu dono.


Como todo filhote, são brincalhões mas exigem do dono uma postura forte, uma vez que o Boxer precisa ter bem claro quem é o líder da casa. Por seu tamanho e força, é aconselhável que os cães passem pelo adestramento de obediência, uma vez que suas brincadeiras e jogos podem, facilmente, derrubar seus donos. A idade ideal para o início do treinamento é entre 5 e 6 meses. Já o adestramento para ataque é questionado por muitos criadores.

Com o objetivo de evitar problemas de temperamento futuros, como a agressividade excessiva, deve-se socializar o filhote, permitindo que estabeleça contatos com as visitas e com outros cães. A raça normalmente na fase adulta não costuma aceitar muito bem o convívio com outros cães especialmente do mesmo sexo.

Para quem está pensando em adquirir um filhote, a recomendação é que, ao examinar os "candidatos" procure observar se o prognatismo não é excessivo (língua entre os dentes) e se a boca não é torta. O focinho deve ter a metade da medida da cabeça e, para os machos, é importante verificar se possuem os dois testículos. Os olhos devem ser escuros (ao nascer eles são claros).

Segundo o novo padrão da raça, os filhotes não precisam mais sua cauda amputada e nem mesmo o corte das orelhas é obrigatório para a classificação dos cães em provas

O Boxer usualmente vive até 10 anos de idade e nesta fase tem tendência a desenvolver sintomas de reumatismo.


O padrão da raça determina também o tipo de cor: deve ser castanho ou tigrado, sendo permitido apenas que um terço do corpo seja branco.

O padrão definido pelos clubes desde 1925 não permite o Boxer totalmente branco, com apenas pequenas manchas nos olhos ou no dorso. Assim, mesmo quando nascem filhotes brancos de pais com pedigree, estes não recebem registro. Alguns os chamam de albino, porém esta denominação não é correta, pois em cães a cor branca não é necessariamente vinculada ao albinismo, e na maioria das vezes, o Boxer apesar de ter pelagem branca tem pigmentação.

   

 

 

Referências Utilizadas

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