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Brigas entre cães
Esse é um problema muito comum, e que costuma
preocupar muitos donos de cães. Alguns cães simplesmente não nem podem
cruzar com outros cães na rua, que já demonstram uma atitude muito
agressiva. Outros vivem em constante conflito com os demais cães da
mesma casa. Tanto numa situação quanto na outra é necessário entender
onde se originou esta atitude para poder corrigi-la. Vamos analisar
melhor as situações mais comuns:
Cães
que brigam com quaisquer outros cães que encontram pela rua
Este é o típico caso de cães que foram mal
socializados, e com isso acreditam que a simples aproximação de outro cão
significa um perigo real. Isto faz com que ele sempre reaja agressivamente
quando confrontado com outro cão. Para resolver este problema, o
proprietário do cão tem que fazer um trabalho de modo a acostumar este cão
à presença de outros cães por perto. Ou seja, este cão deve ser
socializado. Quanto mais jovem for o
cão mais fácil será este processo, e melhores serão os resultados. Um cão
adulto que passar por este aprendizado possivelmente nunca chegará a ser
um cão super sociável, mas é muito possível que se consiga um cão capaz
de cruzar com outro na rua sem atacá-lo.
Cães
que reagem agressivamente sempre que outro cão passa pelo seu portão na
rua
É
uma situação muito comum, e que não requer qualquer preocupação do
proprietário. Estas manifestações agressivas nada mais são do que a forma
de um cão mostrar ao cão passante que aquele território é dele, e por ele
será bravamente defendido.
Em alguns casos, porém, esta situação pode
gerar a chamada agressividade redirecionada, isto é: o cão impedido de
atacar o outro que passa na rua, acaba por atacar outro cão da própria
casa.
Se esta situação, porém, provocar grandes
problemas, o melhor é afastar estes cães do portão, ou adaptar o portão de
forma que os cães dentro da casa não possam ver a rua. Elimina-se desta
forma a origem da agressividade.
Cães machos
que brigam com outros machos em locais públicos
Esta
é uma briga que envolve dominância, e muitas vezes uma má socialização.
Quando o macho se desenvolve sexualmente costuma disputar as posições
hierárquicas mais altas com os demais machos da matilha. Os cães
dominantes copulam com as fêmeas no cio antes dos demais, assim como têm
acesso à comida também antes dos subordinados, portanto ocupar uma posição
hierárquica alta é muito importante para os machos.
O problema se dá porque certos machos muito
dominantes não suportam conviver com outros machos, atacando-os sempre.
Estes casos podem ser resolvidos com bastante facilidade, mas requer que o
proprietário saia da postura de mero espectador da briga, para tomar uma
postura de líder, e fazer com que seu cão passe a obedecê-lo,
comportando-se melhor em público. Este cão tem que ser vigiado bem de
perto, e na menor demonstração de contrariedade, seu dono deve
reprimi-lo. A liderança do dono deve ser reforçada o tempo todo.
Quando este tipo de cão não é brecado a tempo,
ele se torna bastante inconveniente, passando a ser um transtorno.
Cães
que brigam com os outros cães da mesma casa
Este é o ponto mais importante, e também mais
delicado envolvendo cães briguentos. Vários são os relatos de cães que se
digladiam no quintal da casa, muitas vezes sendo necessário que tais cães
fiquem em quintais separados definitivamente.
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Algumas vezes temos
alterações hormonais agindo
aqui. Algumas fêmeas quando no cio
assumem uma atitude muito agressiva com outras fêmeas da mesma
casa. Esta é uma situação provisória que dura enquanto durar o cio; ou
ainda, dura enquanto durar a alteração hormonal. Nestes casos o melhor a
fazer é optar pela castração da fêmea. Se ela não entra no cio, não terá
esta mudança de comportamento, pois não terá alterações hormonais.
Situações parecidas podem ser observadas também quando certas fêmeas
logo após o parto. No
ímpeto de proteger sua ninhadas, tais fêmeas viram verdadeiras feras com
os demais cães da casa, e até mesmo com humanos. O melhor aqui é evitar
que outros cães tenham acesso aos filhotes, e que o menos número
possível de humanos se aproxime da cria até que os filhotes tenham pelo
menos 25 dias.
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Cães que
brigam sempre, mas somente quando seus donos estão por
perto. Trata-se claramente
de um problema de hierarquia. O problema ocorre pelo fato dos
proprietários de tais cães se esforçarem sempre em tratar seus cães
igualmente, e então a confusão se instala definitivamente. A sociedade
canina é comporta por posições hierárquicas muito rígidas, e por isso
mesmo funciona perfeitamente. Quando o humano resolve tratá-los de
forma igual os cães recebem a mensagem que seus donos não entenderam
quem é o líder canino, com isso eles brigam constantemente na frente do
dono para que este perceba quem é o líder, e o trate como tal. Outras
vezes não há tratamento igual, mas os donos privilegiam o cão
subordinado, invertendo a hierarquia canina. Enquanto tais donos não
obedecerem a hierarquia que os cães estabelecem jamais irão acabar com
as brigas em casa. A matéria “Melhorando
a convivência entre 2 cães na mesma casa” descreve com detalhes esta estrutura, como ela se desenvolve e como
devemos agir para reforçá-la.
Como
evitar que essas brigas ocorram? Como identificar o líder?
A chave aqui é ficar muito atento ao
comportamento dos cães, e não esperar que a definição da liderança seja
feita segundo a lógica humana: nem sempre o cão mais velho irá ser o
líder; nem sempre o cão maior será o líder; e nem sempre o cão de guarda
dominará o cão de companhia. A lógica canina é outra!
Fique bastante atento no acesso de seus cães
aos brinquedos, à água, etc:
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Se dois dos seus cães correrem atrás de uma
bolinha e um deles recuar na hora de abocanhar essa bolinha, para que o
outro pegue, é por que o que pegou a bolinha é o líder.
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Quando seus cães passam por uma porta, ou
outra passagem qualquer, o líder sempre passará primeiro que os demais.
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Dois deles vão tomar água: o líder tomará
água primeiro, e o subordinado irá esperar até que o líder termine, para
se aproximar da água.
Quanto mais clara for a hierarquia entre os
cães da sua matilha, mais harmoniosa e tranqüila será a convivência entre
eles.
Boa sorte!
Maíce Costa Carvalho,
adestradora
maice@dogtimes.com.br
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