O Bullmatiff
foi desenvolvido na Inglaterra, a partir da segunda metade do século XIX pelos
fazendeiros e moradores das áreas rurais para conter as investidas dos caçadores
e ladrões que entravam nas propriedades. Os cães que existiam na época, no
entanto, não eram considerados eficientes neste tipo de tarefa e assim,
iniciaram-se os testes para tentar
desenvolver uma raça de cães que fossem ao mesmo tempo valentes e silenciosos,
estruturalmente fortes e resistentes. Outro pré-requisito para os fazendeiros
era que o cão tivesse um temperamento forte e equilibrado, para que pudesse
exercer suas funções de guarda independente.
Diversos
acasalamentos foram tentados, mas apenas os filhotes nascidos dos acasalamentos
entre o Mastiff Inglês e o antigo Bulldogue
tinham as qualidades que se esperava.
A combinação entre
as raças gerou um cão forte e bastante destemido, menor do que o Mastiff Inglês,
mas igualmente robusto, e graças ao sangue do Bulldogue, mais ágil do que o
Mastiff.
Apesar
da antiguidade dos esforços para o desenvolvimento da raça, foi apenas em 1924
que o The Kennel Club reconheceu o Bullmastiff como raça independente. Após o
reconhecimento, a exportação de Bullmastiffs era bastante controlada pelos
ingleses e durante algum tempo, apenas cães estéreis eram passíveis de
exportação. Com a consolidação da raça e a partir da segunda guerra mundial, os
ingleses passaram a permitir a exportação de seus cães para outros países. Nos
Estados Unidos, o American Kennel Club reconheceu a raça oficialmente em 1931.
No Brasil, a criação de
Bullmastiffs é bastante recente. Há registros de cães da raça - esterelizados -
em 1940, mas foi a partir da década de 80 que tem impulso a criação organizada e
oficial de Bullmastiffes no Brasil.
 
A principal característica do Bullmastiff é seu temperamento equilibrado e
dócil. Alguns registros descrevem até o Bullmastiff como um ´cão de colo
aprisionado num corpo enorme´, mas isso não desmerece sua aptidão natural para a
função para a qual foi desenvolvido, ou seja, para ser um guarda noturno
eficiente e silencioso, que não costuma latir à toa e na função de guarda o
silêncio de sua aproximação é sua principal arma para conter um invasor.
Apesar de ser um cão grande, que chega a pesar 60 quilos na idade adulta, não
é um cão que esteja em atividade constante e que possa ser deixado apenas no
quintal. Normalmente passeios e caminhadas de 1 hora duas vezes por dia são
suficientes para que ele mantenha-se em forma.
Para manter seu temperamento equilibrado, o Bullmastiff requer a companhia da
família e não costuma suportar bem longos períodos de solidão.
Na escala de obediência elaborada por Stanley Coren e publicada em seu livro A Inteligência dos Cães, o Bullmastiff
aparece em 69ª posição entre as raças pesquisadas.
Podem ser excelentes companhias para crianças, uma vez que são muito
resistentes e aguentam bastante bem mesmo as brincadeiras mais abrutalhadas das
crianças. Apesar disso, deve-se tomar muito cuidado
porque apesar de serem extremamente tolerantes, são cães pesados e podem machucar sem
querer durante uma brincadeira mais forte.
Por ser um cão de território, a convivência com outros animais deve ser
iniciada desde muito cedo, e entre cães do mesmo sexo deve ser promovida com
extremo cuidado, especialmente entre os machos.
 
Apesar de na idade adulta terem atividade moderada, quando filhotes são extremamente ativos,
curiosos e destruidores. São considerados cães de amadurecimento tardio e por
isso a educação através do adestramento básico é fundamental para que o dono
consiga uma convivência mais tranqüila com os cães.
O adestramento de obediência é praticamente fundamental especialmente se se
considerar que será um cão que pesará 60 quilos quando adulto.
Para que se desenvolvam adequadamente, deve-se tomar especial cuidado com os
exercícios em excesso ou em intensidade inadequada, que podem prejudicar o
desenvolvimento das articulações.

Apesar de ser um cão
resistente e bastante forte, o Bullmastiff está sujeito a alguns problemas de
saúde:
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