O Bull Terrier é uma das mais antigas
raças de Terriers de que se tem notícia, tendo seu nome registro por estudiosos já em
1822. Era conhecido com cão gladiador por seu uso no questionável esporte de
combates entre cães. Felizmente, em 1835 o parlamento inglês proibiu as lutas entre
cães, mas, ao contrário do que se imaginava, os Bull Terriers não desapareceram. O
primeiro registro oficial da raça data de 1860, quando o primeiro exemplar de Bull
Terrier foi levado a uma exposição.
A partir daí a raça foi se popularizando e deixando de lado seu
passado nas rinhas, era utilizado como um excelente cão de guarda, função na qual
poderia aproveitar melhor seus dotes físicos: força e grande agilidade.
Em 1920, o padrão da raça foi alterado, permitindo Bulls com
pelagem colorida. Nos Estados Unidos, até hoje, os exemplares brancos são julgados em
separado dos exemplares coloridos.
Outra mudança importante no padrão da raça aconteceu em 1941,
quando o The Kennel Club inglês estabeleceu limites mínimos para a raça e os exemplares
abaixo desse mínimo seriam registrados como raça independente: Bull Terrier Miniatura.
Se o Bull Terrier experimentou
grande crescimento de sua popularidade internacional no período da 2a Guerra,
aqui no Brasil essa ascensão é bem mais recente, mas promete ser explosiva. Só para termos uma idéia, em 1995,
segundo dados da revista Cães e Cia, eram registrados 156 filhotes por ano e em 1999, de
acordo com a CBKC, foram registrados 594 filhotes.

O Bull Terrier
é um cão com uma enorme energia e vitalidade, para quem sempre é hora de uma
brincadeira. Muito ligado ao seu dono e à família, é um cão que gosta de acompanhar
qualquer que seja a atividade.
É essa ligação profunda entre os Bulls e seus donos que faz deles excelentes cães
de guarda, mas ao mesmo tempo, possessivos de seu território, o que pode trazer alguns
problemas de convívio com outros cães e animais. Normalmente, o convívio só é
possível se o filhote for acostumado desde cedo com a interação com outros animais.
Como
todo Terrier, os Bulls podem ser bastante teimosos e até mesmo desobedientes, por isso,
é extremamente recomendável que o filhote receba aulas de obediência tão cedo quanto
possível e, mais do que isso, que as aulas sejam extremamente interessantes, caso
contrário, ele facilmente perderá o interesse nelas.
Na escala de obediência elaborada por Stanley Coren e publicada em seu livro A Inteligência dos Cães, o Bull Terrier
aparece em 66ª posição entre as raças pesquisadas.
São cães bastante ativos e sua constituição física permite que sejam excelentes
atletas e companheiros em longas caminhadas e corridas.
Podem ser excelentes companhias para crianças, mas deve-se tomar um certo cuidado
porque apesar de serem extremamente tolerantes, são cães pesados e podem machucar sem
querer durante uma brincadeira mais forte.
Com pessoas desconhecidas, o Bull não costuma ser hostil, mas também não será
amistoso no primeiro encontro.
 
Assim como os cães adultos, os filhotes são também um poço de energia e atividade e
precisam de uma boa supervisão porque como parecem estar sempre procurando alguma
coisa para fazer, se forem deixados sozinhos por longos períodos podem ser bastante
destrutivos.
De maneira geral, não são cães que se possa deixar sozinhos num apartamento ou
abandonados num jardim da casa.
Caso o futuro dono more em apartamento mas tenha muito tempo para dedicar-se às
atividades esportivas de seu cão, o Bull Terrier pode ser uma boa opção, porque além
de seu porte pequeno é um cão que late pouco e cujo pelo curto demanda pouca
manutenção.


Um dos principais problemas da raça é a surdez, de um ou ambos ouvidos. Durante muito
tempo este problemas foi atribuído à coloração branca, e até em função disso, foram
permitidos os exemplares coloridos.
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