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Controle de Carrapatos
A
infestação de carrapatos no cão, além de
causar um incômodo muito grande ao animal pela coceira que provoca (reação
alérgica), pode causar anemia e transmitir doenças como a
Babesiose e a Erlichiose.
A anemia no cão pode ocorrer nas grandes
infestações, uma vez que o carrapato se alimenta do sangue do animal. Mas não
é necessário uma grande quantidade de carrapatos para que a Babesiose ou a
Anaplasmose sejam transmitidas. Às vezes, um ou dois carrapatos que estejam
carregando formas infectantes dos protozoários causadores dessas enfermidades
são o bastante para que o cão contraia uma dessas doenças.
Assim, o controle do carrapato deve ser
constante e qualquer sinal de apatia, febre, falta de apetite e mucosas
(gengivas ou conjuntiva) pálidas em cães que costumam ter carrapatos, é motivo
de uma visita ao veterinário e um exame de sangue, para detecção da Babesia ou
da Erlichia. Elas são tratáveis quando diagnosticadas a tempo.
Mas o que fazer para evitar que o cão pegue carrapatos?
Infelizmente, não há nenhum esquema de
tratamento preventivo. Se o cão frequenta áreas infestadas por carrapatos, ele
certamente irá pegá-los. Regiões com vegetação em sítios ou fazendas, são os
lugares mais comuns. Porém, existem muitos casos de pessoas que tem problemas
com carrapatos dentro de seus canis ou quintais. Às vezes, num passeio a uma
praça ou parque, o cão pode se infestar.
E como combater o carrapato?
Assim como as pulgas, o carrapato não é um
problema só do animal, mas sim do ambiente. O carrapato, em todos os seus
estágios de vida (desde larva até adulto), é muito resistente. Assim, combater
o carrapato é difícil.
Você pode eliminá-lo do cão facilmente com
banhos carrapaticidas, porém, o inimigo que você não vê, ou seja, os ovos e
larvas, estão no ambiente e nele sobrevivem durante muitos meses. Assim,
muitos são os casos de proprietários que vivem combatendo o carrapato no cão,
mas nunca conseguem exterminá-lo por completo.
Um outro detalhe é que os carrapatos colocam
seus ovos na vegetação e também em frestas das paredes e piso. Dessa forma,
todos esses lugares tem que ser tratados e não os cães somente.
Um combate eficaz ao carrapato inclui:
No animal:
- banhos carrapaticidas. Quando a infestação é
grande, repetir os banhos a cada 15 dias;
- animais de pêlos longos devem ser tosados no
verão, época em que o calor e umidade fazem com que a incidência de
carrapatos aumente muito;
- produtos carrapaticidas de longa duração, em
gotas para aplicação tópica (local) ou spray, podem ser aplicados, a
critério do veterinário.
No ambiente:
- uso de carrapaticidas: aplicar nos canis,
casinha dos cães, em plantas e canteiros, atentando para frestas nas paredes
ou pisos e ralos. Repetir o tratamento a cada 15 dias;
- em canis de alvenaria, o uso da "vassoura de
fogo" é muito eficaz. O calor irá destruir todos os estágios do carrapato.
Repetir o tratamento a cada 15 dias;
- se possível, fechar todas as frestas
existentes nos canis ou paredes dos quintais, assim como no piso;
- mude de produto a cada 2 ou 3 aplicações,
para que o carrapato não desenvolva resistência e o tratamento passe a ser
ineficaz.
importante:
- filhotes, fêmeas gestantes e gatos não devem
ser banhados com produtos carrapaticidas.
- CONSULTE O VETERINÁRIO antes de usar
qualquer produto.
- banhos carrapaticidas devem ser dados com o
cuidado de não permitir ao animal lamber o produto durante o banho. A
ingestão pode causar intoxicação grave.
- animais com ferimentos abertos (feridas ou
queimaduras) não devem ser tratados.
- existem carrapaticidas para uso em cães,
porém, muitas vezes são recomendados produtos de uso em bovinos e cavalos.
AS DOSAGENS SÃO DIFERENTES. Consulte o seu veterinário antes de usar esses
produtos.
- retire os animais do ambiente que irá
receber o tratamento contra carrapatos até que o produto usado seque
completamente.
O combate ao carrapato deve ser intensivo e
durante um longo período de tempo. Nos meses mais quentes, a infestação pode
voltar e os cuidados devem ser redobrados. Nas áreas em que há carrapatos em
qualquer época do ano, o tratamento deve ser constante.
Silvia C. Parisi - médica
veterinária (CRMV SP 5532)
Vida de cão -
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