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O
Chinese Crested Dog ou Cão de Crista Chinês recebeu este nome porque foi
introduzido, nos Estados Unidos e na Inglaterra, por marinheiros chineses. Mas
esta informação não garante, em absoluto, que os Chineses sejam realmente
originários da China, mas certamente eram muito conhecidos pelos mandarins.
O Chinese Crested Dog faz parte de uma família de cães sem pelo, como o Pelado
Mexicano. Esta característica incomum faz com que estes cães sejam uma
verdadeira curiosidade no mundo canino. A presença de cães sem pelo foi
designada em diversos lugares do mundo, como América Central, America do Sul,
África e Ásia. Especialmente no continente asiático, são encontrados cães sem
pelo na Turquia, Filipinas, Indochina, Mandchuria e Tibete. Enfim, não há
consenso de nenhuma espécie quanto ao surgimento destes cães ´pelados´, mas sua
antiguidade é comprovada por achados arqueológicos - cerâmicas datadas de 900 a
500 a.C - que foram descobertos no México, representando a caricatura de cães
com a cabeça redonda e muito obesos e completamente sem pelos.
Os
estudiosos do século XIX procuraram atribuir ao clima uma mutação genética que
explicasse a ausência de pelos, mas não conseguiram. Outras linhas de estudo
procuram explicar a seleção de cães pelados como cães exóticos e que por isso
mesmo seriam muito bem vindos na corte da elite na China e América
pré-colombiana. E uma terceira via de pesquisa atribuiu a seleção de cães
´pelados´ à sua praticidade em civilizações que mantinham (e mantém) o hábito de
comer carne de cão. Nestes casos, o cão pelado seria equivalente a um leitão.
Reconhecidos pelas principais
entidades cinófilas, entre elas a FCI - Federação Cinológica Internacional e o
AKC - American Kennel Club, podem participar normalmente de exposições. Os mais
importantes clubes especializados estão na Inglaterra (o Chinese Crested Dog
Club, fundado em 1969) e nos EUA (o American Chinese Crested Club, fundado em
1979, conforme informa Dick Dickerson, um de seus fundadores).
Apesar
do nome, a raça admite a presença de cães pelados de topete como também os
totalmente peludos. Alguns exemplares têm apenas pêlos na cabeça, nos pés, na
extremidade da cauda e, eventualmente, um pouco no dorso, enquanto que os outros
são totalmente cobertos e têm aparência diferente entre si.
Chamados em inglês de Powder
Puff (Pompom), os peludos podem ter pelagens de comprimento variado, de textura
em geral macia, sedosa e quase lisa, com subpêlo curto e sedoso e ainda pêlos
finos e longos acima do subpêlo, perceptíveis ao se fazer um exame mais atento.
Às vezes, a pelagem pode ser excessivamente densa, torcida ou crespa, o que é
penalizado pelo padrão oficial. Já o pelado, nas partes peludas, apresenta
variação na quantidade de pêlos, tanto em abundância como na extensão. Na parte
pelada a pele é macia, lisa e ao mesmo tempo mais grossa e endurecida do que a
dos peludos. Freqüentemente o pelado muda de cores e marcações quando cresce e
sua pele escurece em contato com a luz solar e clareia sem ela. Curiosamente o
pelado tem glândulas sudoríperas, ao contrário dos peludos e dos cães em geral.
Por isso, ele mais "sua" do que ofega para aliviar o calor corporal.
 
Excelente companheiro, o
Chinese é um cão que adora pessoas e é bastante extrovertido. Esperto e alerta,
aprende com facilidade e dá alarme quando alguém se aproxima, seja dia ou noite.
É um cão sensível e que não
suporta bem a vida fora do convívio familiar. Se deixado sozinho por muito tempo
costuma fazer grandes traquinagens.
Apesar do aspecto físico, o
Chinese não é um cão frágil e por sua determinação, é importante que o
proprietário se imponha com clareza ao cão. Ajusta-se bem às crianças e aos
animais. É importante que, se os Chineses forem conviver com crianças muito
pequenas ou agitadas, devem ser orientados pelos pais porque as crianças, com
suas brincadeiras mais atrapalhadas podem facilmente vir a machucá-los
especialmente no caso dos filhotes.
Ambas
as variedades são uma opção perfeita para quem procura um cão de companhia, sem
esquecer das pessoas alérgicas a pêlos, que encontram no pelado um companheiro
sob medida.
Na escala de obediência elaborada por Stanley Coren e publicada em seu livro ‘A
Inteligência dos Cães’, o Chinese aparece em 61ª posição entre as
raças pesquisadas.
A pele é ligeiramente enrugada
e tem um toque suave. A cor varia de acordo com as estações do ano sendo
normalmente mais rosada no inverno e mais escura no verão.
 
De uma mesma ninhada de Chinese
Crested Dog, nascem filhotes pelados ou peludos ou com algum pêlo. Tanto a
variedade pelada quanto a peluda, são fundamentais para garantir o equilíbrio da
raça. Em geral, o pelado tem dentes esparsos, muitas vezes sem os pré-molares, e
o peludo os tem completos. O cruzamento entre ambos é indispensável, não apenas
para garantir a dentição, mas para evitar a presença de um gene que provoca a
morte dos filhotes pelados, apesar de normalmente muito resistentes.
Cruzando
pelado com pelado ou pelado com peludo nascem filhotes de ambas as variedades.
Cruzando-se só peludos nascem apenas peludos.
Este cão é
saudável, rústico e procria facilmente. Mas convém ficar atento, pois nos
primeiros dias de vida os peludos competem mais para mamar.
Como todo cão
de porte pequeno, o Chinese tem um desenvolvimento precoce e, aos 6 meses, já
atingiu seu tamanho definitivo.
Por ser um cão
ativo e muito ágil, pode facilmente participar de competições como o agility.

De maneira geral os Chineses são cães resistentes e que apresentam poucos
problemas de saúde. Os problemas mais comuns são:
Surdez, de um ou ambos ouvidos
Atrofia
Progressiva da Retina
Dermatites e problemas de pele
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