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Cães precisam ter chip identificador para participar de campeonatos Ser bonito, forte, ágil (e respeitar as canelas das visitas) não é mais o bastante. Desde janeiro, os cães que participam de campeonatos no país precisam ter um acessório high-tech: um chip identificador. No Estado de São Paulo, a exigência vai além: o chip passou a ser obrigatório para o registro de qualquer cão no Kennel Club. A iniciativa da confederação nacional e da federação paulista de cinofilia se une a outras medidas que têm popularizado o implante de chips em animais domésticos. No Centro de Controle de Zoonoses de Guarulhos (Grande São Paulo), todos os animais entregues para doação nos últimos quatro anos possuem um chip, instalado gratuitamente. O mesmo serviço está sendo implementado pelo CCZ de Araçatuba e deverá ser seguido pelas prefeituras de Guaratinguetá, Bauru e Ubatuba (todas no interior paulista). O chip começou a ser utilizado em Guarulhos com dois objetivos: controlar os casos de raiva e monitorar a posse responsável. Entre os criadores de cães de raça, a implantação do chip tem uma justificativa extra: evitar o uso fraudulento de pedigrees. Uma vantagem do chip é que, ao contrário da coleira, ele não pode ser removido. A cápsula é injetada com uma agulha na "nuca" do animal -feita de um tipo especial de vidro, ela possui o tamanho de um grão de arroz e não gera rejeição no organismo. Cada cápsula possui uma seqüência de 15 algarismos, que podem ser lidos por um aparelho específico. Com o número em mãos, é possível acessar a ficha do animal. Se o dono se recusar a buscá-lo, ficará sujeito a uma multa que, em Guarulhos, varia de R$ 66 a R$ 66.600. O serviço é feito de graça nos animais colocados para doação, mas também abrange os que já têm dono -nesse caso, mediante o pagamento de R$ 24. "Somos procurados por quem quer viajar com seus animais, já que o chip é obrigatório nas viagens internacionais", afirma Cristina Magnabosco, do CCZ de Guarulhos. Apesar das vantagens, a proposta dos chips foi rejeitada em 2001 pelo CCZ de São Paulo por causa do alto custo. O órgão criou um sistema de registro com coleiras -nelas, uma medalhinha traz o número do animal e o telefone da carrocinha. Os dados relacionados aos chips integram o Sira - cadastro criado há 8 meses pela federação, pelo qual é possível acessar desde a árvore genealógica até histórico de saúde do animal. Para ajudar a compreender o funcionamento do sistema, leia abaixo uma pequena entrevista com o diretor da Partners Microchip 1) Todos os cães de raça precisarão de microchip ou só os que participam
de exposição? 2) Os SRDs (vira-latas) precisarão de microchip também? 3) Quem pode ´aplicar/instalar´ o microchip nos cães? Qualquer
veterinário será capaz de aplicar o microchip? 4) Como será feita a atualização das informações no banco de dados? 5) O microchip substitui o pedigree? Substitui o RGA da prefeitura? 6) Se eu perder meu cão, e ele tiver microchip, quem vai me avisar? 7) Os Centros de Zoonoses terão leitoras capazes de identificar os
chips? 8) Onde é aplicado o chip? Os chips ficam ´fixos´ nos cães? 9) Existem reações alérgicas ao chip? 10) Em todos os estados do Brasil eu vou encontrar profissionais que
possam aplicar o chip? Mais informações nos sites: Fonte: Folha de São Paulo-, 2005
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