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Que Coceira!

 


Coça daqui, coça dali e coça um pouquinho acolá. Se o seu Totó está agitado, se esfregando pelas paredes para tentar aliviar a piniqueira, se mordendo todo ou ‘tocando viola’, pode ser que ele esteja sofrendo de um mal que atinge muitos cães: os problemas dermatológicos

Cerca de 40% dos casos atendidos em clínicas veterinárias de animais de pequeno porte são decorrentes de problemas dermatológicos. Mais comuns do que se possa imaginar, estes problemas podem ser apresentados como alergias, hipersensibilidade alimentar, parasitoses, sarnas e até mesmo câncer de pele. O tratamento pode ser feito com sucesso e deve contar, obrigatoriamente, com a experiência de um médico veterinário, que irá fazer alguns exames, testes para detectar a causa da doença e diagnosticar o cão especificamente. Entre os diversos tipos de tratamento para as dermatites estão as vacinas, utilizadas na maioria dos casos, antibióticos, medicamentos de uso tópico ou mudança de alimentação. Mas lembre-se: nunca administre medicamentos sem o conhecimento do veterinário!

Além dos sintomas das dermatites tirarem o cachorro do sério com a coceira intensa, outra conseqüência grave é que alguns destes problemas podem ser transmissíveis aos proprietários dos animais, e estes são denominados dermatozoonoses. “É necessário que o proprietário esteja atento aos sintomas e lesões apresentados pelos animais, pois estes podem indicar a presença de doenças alérgicas às quais a população não tem conhecimento, tal como a hipersensibilidade a alimentos habituais, como rações comerciais, arroz, leite, carne bovina e trigo” - explica o médico veterinário Dr. Carlos Eduardo Larsson, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária. Entre os animais mais atingidos por problemas dermatológicos, estão os cães, os gatos e os cavalos.

Sai pra lá, pulguento! - Entre as brotoejas mais comuns que atingem os cães estão as alergias, que também podem ser causadas pelas pulgas, entre outros.

O tipo de alergia mais comum é aquela provocada pelas picadas de pulgas, já que este inseto encontra no clima brasileiro as condições ideais para se reproduzir. O cachorro se coça o dia todo, ‘tocando viola’ ou se mordendo, e o método mais eficaz para o seu controle é a higiene do animal. Banhos regulares e utilização de medicamentos e produtos para eliminar as pulgas são necessários – xampus, sabonetes, talcos, inseticidas. No mercado também existe o anticoncepcional de pulgas, que é ministrado via oral ao cão.

A segunda causa mais comum de alergia é a Atopia, que é desencadeada pela inalação de ácaros, bolores e pólen de flores. Seu diagnóstico é dado somente depois de um exame de sangue específico nos animais. E em terceira posição, a alergia provocada por alimentos de origem protéica (carne, frango e peixe), que geralmente são a base das rações comerciais.

Sai pra lá, sarnento! – Quanto às sarnas, pode-se considerar que existem dois tipos: a escabiose (transmissível de animal para animal através do contato) e a sarna demodécica (transmitida pela mãe para os filhotes, logo depois do parto).

A escabiose é a sarna mais conhecida pela população, já que o local infectado apresenta falhas no pêlo e engrossamento da pele. Pode ser transmitida de cachorro pra gato, de gato pra seres humanos, etc. Com uma medicação adequada, ela desaparece em poucos dias. Já a sarna demodécica ou sarna negra é incurável. O tratamento existe, mas ainda não existe a cura para esta doença, portanto cães que apresentam esta anomalia devem ser castrados para evitar a sua disseminação através dos filhotes.

Sai pra lá, perebento! – São as famosas brotoejas que aparecem na pele do animal e são transmitidas pelo contato com objetos e lugares contaminados por fungos. Seu tratamento é fácil e rápido, embora deva ser rigoroso e também pode ser transmitida ao homem. Para evitar, mantenha os acessórios do seu cão – pentes, toalhas, cobertores e casinha – sempre limpos e desinfetados e observe por onde ele anda metendo o focinho, pois as micoses também podem ser adquiridas na rua.
As piodermites muitas vezes são confundidas com micoses pelos veterinários não especialistas, pois os seus sintomas são muito semelhantes. Por isso, um exame específico se faz necessário, pois ela é causada por uma infecção bacteriana na pele e como tal, deve ser tratada com antibióticos.

Sai pra lá, desregulado! – Hormônios desregulados também podem causar uma série de problemas na pele do animal, pois as suas glândulas entram em crise, gerando mais problemas, como a piodermite crônica, que além de causar queda dos pêlos, pode provocar alterações em sua coloração e brilho.

Sai pra lá, sujismundo! – A melhor forma de evitar o aparecimento de problemas dermatológicos é manter a higiene dos pêlos, com banhos regulares com produtos desenvolvido para cães, escovação diária do pêlo, limpeza dos apetrechos dele e limitações das áreas de passeio. Também não permita que ele fique ‘conversando’ com cães de origem desconhecida ou que apresentam muitas falhas na pele, pois ele pode se contaminar só de chegar perto.

Muitas vezes, perfumes, cremes e produtos para o pêlo também podem prejudicar a pele, causando coceira e perebinhas, por isso, visite sempre o veterinário e pergunte a ele quais os produtos que o seu cachorro pode usar e abusar na hora do banho!

Fonte: Anuário Cães
www.anuariocaes.com.br
 

   

Veja também:

- Vacinação
- Como examinar seu cão no dia a dia?
- Emergência Veterinária

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