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Independente de quais as raças que deram origem ao Collie, o que ninguém contesta é uma raça de origem escocesa, desenvolvida para o trabalho de pastoreio de ovelhas. Nesta época eles ainda não tinham a forma física atual e apresentavam também grande diferenciação quanto ao tamanho e aspecto.
Assim como mostra o filme Lassie, os Collies são cães extremamente apegados ao dono e às pessoas da família, um dos traços mais marcantes da raça, certamente um resquício dos tempos em que atuava com ovelhas.
No entanto, o Collie precisa de estímulos para que possa se desenvolver adequadamente. Não é, de maneira nenhuma, um cão que possa ser deixado no fundo do quintal. Além de ser importante para o desenvolvimento mental do cão, os exercícios contribuem para que ele queime gordura evitando assim problemas com obesidade, que é facilmente escondida pelo pêlo muito cheio e denso.
Extremamente pacientes com crianças, os Collies são muito tolerantes até mesmo com brincadeiras mais violentas, desde que tenham tido contato com elas desde pequeno. São relativamente reservados com pessoas estranhas e costumam adaptar-se bem a outros animais. Alguns exemplares podem latir excessivamente e envolver-se em acidentes caso fiquem totalmente livres, pulando muros baixos para perseguir carros, ciclista, motos, corredores. Os filhotes possuem grande energia e são extremamente brincalhões. Aprendem rapidamente, característica que deve ser aproveitada pelo dono para conseguir um cão obediente e companheiro. Até em função dessa energia, são do tipo que é melhor manter ocupados e longe de seus móveis. Assim, a melhor coisa é proporcionar ao filhote brinquedos com os quais possa se distrair e longas sessões de exercícios e brincadeiras. A pelagem do collie ainda filhote muda bastante até atingir a maturidade. O pelo cedoso vai se tornando áspero aos poucos até chegar à textura definitiva.
Normalmente durante o período quente os Collies trocam de pelo, o que pode causar um certo transtorno, uma vez que a quantidade é expressiva, mas com a ajuda da escovação, é um problema contornável. Raspar os pêlos no verão é um grande erro. Embora Collies não sejam "apaixonados" pelos dias quente, o pelo denso funciona como um isolante térmico.
Segundo o padrão aceito pela cinofilia brasileira, os Collies podem apresentar-se em 3 cores distintas: Marta (na foto, deitado), Tricolor (em pé, à direita) e Azul Merle (sentado, à esquerda). Os americanos reconhecem essas mesmas 3 cores, mas acrescentam ainda o branco. Em qualquer que seja a cor, as manchas brancas típicas da raça (na juba, patas e pés e cauda) devem estar presentes. Os olhos azuis só são aceitos nos exemplares Azul Merle.
Os problemas mais comuns à raça são:
Dermatomiosite aparece até 1 ano de idade e só incide sobre o Collie e o Pastor de Shetland. A pele fica avermelhada e desenvolve crostas. Há forte perda de pelo. Pode desenvolver ainda atrofia muscular, dificuldades de locomoção e mastigação.
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