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Sua origem precisa é muito nebulosa, mas é certo que descenda de cães do tipo bichon que foram levados à ilha por mercadores e navegantes, e eram oferecidos como presentes às pessoas influentes do local. A versão mais aceita de sua origem é de que os colonizadores europeus chegaram à ilha levando junto seus pequenos animais de companhia, que acabaram por se misturar com os cães locais. No século XVII, foi adotado pela família real e sua posse foi proibida a pessoas comuns, tornando-se exclusividade da nobreza.
No Brasil ainda há poucos criadores da raça, mas ainda se trata de uma raça rara e muito menos popular do que em outros países da Europa. O Coton de Tuléar, assim como outros bichons, é cão de companhia alegre, esportivo e brincalhão. Alerta, inteligente, pode vir a ser um excelente cão de alarme. Ele é muito devotado ao seu dono, querendo sempre estar a seu lado e fazendo tudo para agradá-lo, o que o torna um grande companheiro, mas ao mesmo tempo pode ser um pouco teimoso e precisar de um dono com pulso firme para se fazer respeitar e educar corretamente. Por sua característica de cão de companhia, não se adapta facilmente à solidão. Bastante alegre e divertido, pode ser considerado uma excelente companhia para crianças, porque além de topar as brincadeiras, tem uma enorme paciência e dificilmente revidará uma brincadeira mais abrutalhada.
Apesar do tamanho e aspecto de pelúcia, é um cão que assume perfeitamente um papel esportista, participando com sucesso de competições de agility, flyball, entre outras. Gosta de ter espaço para correr e brincar.
Deve-se desde cedo acostumar os filhotes com os cuidados com a pelagem que não são muitos mas devem ser feitos de maneira regular, para que ele se deixe escovar e assim manter a pelagem saudável.
O pelo do Coton de Tulear deve, de acordo com o padrão, ter no mínimo 8 cm, mas o que se vê nas exposições são pelos muito maiores. Para manter uma bela pelagem é fundamental uma rotina de cuidados diários, que consiste na uma escovação bem caprichada, evitando arrancar muitos pelos. Poucos dias sem os cuidados necessários podem provocar danos irreparáveis a sua linda pelagem, sendo a tosa a ultima opção possível. Deve-se evitar ainda banhar o cão antes escová-lo. O banho pode ser muito freqüente (uma vez por semana) como nos cães de exposição ou bastante mais esparsas, mensalmente. Lembrando que se o cão é penteado freqüentemente demorará mais para parecer sujo e precisar de um banho. A utilização de um secador é recomendada, mas nunca em temperaturas muito elevadas ou muito perto do pelo.
Aceito em três tonalidades: todo branco (pode ter mechas champanhe nas orelhas e dorso), preto e branco (branco puro com marcações pretas na cabeça e corpo, sem restrições de quantidade de preto ou de branco) e tricolor (mais comumente branco e creme com alguns pêlos em bege, o preto pode aparecer perto das orelhas e espalhadas pela cabeça e corpo) O Coton apresenta, principalmente, dois problemas frequentes:
Outra fonte de atenção deve ser dada à dentição dupla, quando os dentes de leite não caem quando os permanentes nascem. Neste caso, o mais recomendado é que os dentes de leite sejam arrancados, para não encavalarem com os outros. A raça também tem tendência ao tártaro, que pode evoluir para uma gengivite e causar a perda dos dentes.
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