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Cupido canino
Estudos realizados pelos psicólogos Glyn Collis e June McNicholas, da Universidade de Warwick, demonstram que pessoas acompanhadas por um cachorro têm cerca de dez vezes mais chances de fazer amizades do que se estivessem sozinhas. O curioso é que as chances, diz o estudo, aumentam se o animal for mal encarado. "Já se sabia que os animais domésticos funcionavam como "catalisadores' de amizades", disse Collis à Revista. "O problema foi provar." A pesquisa foi realizada com um cachorro do tipo discreto, nem tão brincalhão que atraísse simpatia nem tão feroz que despertasse medo. Para conduzi-lo, dois tipos de protagonistas, um trajado de forma desleixada e outro bem vestido. A partir daí, foram medidos os contatos que cada um realizava sozinho e com a companhia canina. Segundo dados da pesquisa britânica, independentemente do figurino usado, a presença do cão garante sempre um número maior de contatos. As possibilidades podem aumentar mais de dez vezes se a pessoa estiver bem vestida e o cachorro, cara de poucos amigos. "Foi surpreendente, não conseguimos explicar a atração maior pelo animal mal encarado." Além da pesquisa de campo, foi realizada enquete com 139 donos de animais domésticos, e 40% deles afirmaram que os animais são excelentes para quebrar o "gelo" entre as pessoas. "É uma excelente arma contra a solidão", afirma Collis. A secretária Cristiane
Oppenheim, 28, e o chefe de cozinha Silvio Martore, 38, confirmam a frase. Há dois anos,
Cristiane saiu para passear com o golden retriever "Teddy" no parque Ibirapuera
e conheceu Silvio. Hoje, vivem juntos. Fonte: Revista da Folha, 9/4/2000
O cão desempenha vários papéis: amigo, caçador, guardião de território ou simplesmente companheiro. O que poucas pessoas poderiam imaginar é que o bicho também dá aquela forcinha ao dono no contato com outros seres humanos. Estudo publicado no British Journal of Psychology constatou que pessoas que saem com um cão têm maior sucesso em iniciar um contato com outros indivíduos que aquelas que passeiam desacompanhadas de bichos. Isso, segundo o estudo inglês, porque o cão acaba se tornando um assunto obrigatório para ser tocado em um primeiro encontro. Dessa forma, o dono do pet tem maior facilidade de fazer novos amigos. Fonte: Revista Focinhos, 5/2000
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