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Nova abordagem e
tratamento para displasia coxofemural
Displasia coxofemural não
é mais sofrimento
A displasia coxofemural é
uma doença que acomete os cães de qualquer porte, qualquer raça e ambos os
sexos, de origem hereditária, é transmitida por vários genes. A prevenção é
feita na escolha dos padreadores e matrizes através de exames radiográficos.
Ocorre uma falha na
orientação arquitetural das células na formação da articulação coxofemural,
vulgarmente conhecida como articulação da bacia ou anca, evoluindo a um
processo degenerativo desta articulação.
O animal passa a mudar a
alternar o apoio nos membros anteriores, apresentando mudanças na marcha,
Os sintomas são variáveis
em geral incluem claudicação (manqueira), dificuldade de locomoção (escadas,
obstáculos, sofás, entrar no carro...), dor articular (de leve e crônica até
severa e aguda), inapetência, atrofia muscular, diminuição do apetite, evitar
exercícios e até imobilidade.
O crescimento acelerado e
pisos escorregadios agravam a doença.
O diagnóstico é baseado na
história clínica, exame ortopédico (prova de ortolani positiva) e exame
radiográfico.
A alta incidência da doença
atingiu todos os países, e junto desenvolveu se uma enorme indústria de
produtos desde medicamentos até rampas de acesso a veículos.
Diversos tratamentos são
relatados, diferentes técnicas cirúrgicas, uso de próteses substituindo toda
articulação, uma infinidade de medicamentos, analgésicos, regeneradores de
cartilagem, etc
Muitos estudos se
confrontam na escolha da melhor técnica.
A denervação apresenta
resultados extraordinários e supera as expectativas dos proprietários. A
técnica veio como uma salvação para os cães displásicos, pois é a única que
foca a qualidade de vida, interrompendo todo o processo de dor gerado pela
instabilidade articular. Possibilita já no pós operatório imediato a
eliminação da dor articular.
É uma cirurgia minimamente
invasiva, podendo ser realizada em qualquer paciente: do filhote ao
geriátrico, do pinscher ao dogue alemão, pacientes de risco (cardiopatas,
nefropatas...) bilateral, dispensa próteses e com rápida recuperação e
dispensa ainda o uso de muitos medicamentos e exames.
Através de neurectomia de
fibras álgicas, elimina se toda dor da artrose, assim estimula se a mobilidade
do paciente e devolvemos a qualidade de vida subtraída pela displasia.
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Favorece o tratamento dos
efeitos da dor crônica.
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Não acomete a
sensibilidade do membro.
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Pode ser realizada em
conjunto com a colocefalectomia femural (amputação da cabeça do fêmur) em
casos de luxação articular.
Animais mesmo
operados são excluídos da reprodução
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DR RICARDO MIGLIANO
Médico veterinário ortopedista TOTAL VET /SP
Diretor de disciplina do Clube Paulista do Labrador
miglianovet@hotmail.com
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