O clássico
cenário de um assalto a banco: a agência fica num bairro nobre de São Paulo.
Numa avenida movimentada, da onde qualquer bandido pode, em minutos,
desaparecer na cidade.
Claudemir Silva e Jorge dos Santos tinham um plano que julgavam perfeito.
Chegaram ao banco antes do público. Dominaram a gerente num ponto de ônibus e
entraram.
"Segundo um deles, há cinco dias eles monitoravam a vida da gerente,
acompanhavam os passos dela" contou o delegado Carlos Fabrini.
Os bandidos queriam que a gerente abrisse o cofre. Mas não desconfiaram
que, no momento em que ela digitou a senha, uma central de segurança foi
acionada e avisou a Polícia Militar. A primeira equipe a chegar foi a do
canil.
Coube ao policial Apolo, ou melhor, cão policial Apolo dominar a situação.
O doberman de 4 anos de idade é novato na PM. Trabalha há apenas um ano, mas é
considerado um dos mais bravos.
O tenente Adriano Gama conta que “na hora que viram os policiais com o cão,
jogaram as armas no chão e soltaram a refém”. Dever cumprido, Apolo voltou
para o carro da polícia sem reclamar. Sorte dos colegas que ele respeita a
hierarquia.
Em São Paulo, os cães da PM trabalham por oito anos. Depois disso, têm
direito a aposentadoria.
Fonte: Jornal da Globo
Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2005