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Originário
das Ilhas Canárias, o Dogo
Canário (conhecido também como Cão de Presa Canário) é um cão tipo molosso, cujo
desenvolvimento foi aparentemente involuntário, resultado da mistura de diversas
raças, sendo a principal o Perro de Ganado Majoreiro, ou Majoreiro, que é um cão
nativo das ilhas. Acredita-se que esta mistura iniciou-se no século XVI, quando
as Ilhas Canárias, foi considerada um porto seguro pelos navegantes. Segundo os
historiadores da raça, diversos molossos foram introduzidos pelos colonizadores
com o objetivo de auxiliá-los no trabalho com o gado, criado solto e que deveria
ser arrebanhado. Foi a partir do cruzamento dos cães nativos das ilhas com os
molossos trazidos da Europa que se originou o Cão de Presa Canário, hoje
denominado de Dogo Canário.Devido ás condições geográficas,
a raça desenvolveu-se praticamente de forma isolada ao longo de quase 500 anos
e, com o passar do tempo, foi amplamente utilizada nas rinhas.
Em
meados do século XX, com as inovações ocorridas na pecuária, o gado bravo deixou
de existir nas ilhas e também foram proibidas as rinhas, o que acarretou
praticamente a extinção da raça, salva pela dedicação de diversos criadores que
fundaram o “Clube Espanhol do Presa Canário”.
Entre as grandes entidades
cinófilas internacionais, o Dogo Canário foi reconhecido pela FCI apenas em
2001. O American Kennel Club ainda não o incluiu nem entre a seleção das ´raças
raras´, mas há criadores espalhados em todos os continentes.
No Brasil, a raça chegou há pouco
tempo, com a importação dos primeiros exemplares espanhóis em 2002 e início de 2003.
 
O Dogo Canário é um cão de guarda
por excelência. Muito devotado, fiel e amigo do dono e da família, é também
desconfiado e bravo com estranhos.
É um cão de temperamento forte e
extremamente territorialista, predisposto à obediência e com um grau de
atividade elevado para um molosso. É um cão grande e pesado (um macho mede de 59
a 66 cm e a fêmea de 55 a 62 cm, com peso para machos de 50kg e 40kg para
fêmeas) e por essas características é completamente contra-indicado para
proprietários pouco experientes ou permissivos.
Seu corpo robusto, cabeça maciça,
latido grave e a máscara negra, que não deve ultrapassar a altura dos olhos, dão
ao Dogo Canário um aspecto intimidador e “de poucos amigos”, e pode ser
confundido com um Pit Bull “gigante”.
Apesar
de sua imponência como cão de guarda, o Dogo Canário deve ser, acima de tudo, um
cão equilibrado. Espera-se dele que desconfie de estranhos e não que avance ou
reaja agressivamente à presença de quaisquer pessoas. Segundo o próprio padrão
da raça: deve ter "Aspecto sereno, de olhar atento. É especialmente voltado
para a função de Guarda e tradicionalmente para o manejo e condução do gado. Seu
temperamento é equilibrado, tendo grande segurança de si mesmo. É manso e nobre
com a família, muito apegado ao dono e desconfiado com os estranhos.
É
implacável com intrusos e pessoas má-intencionadas, que são rapidamente
retraídas pelo porte descomunal da raça. Sua expressão é de muita segurança e
nobreza. Quando está alerta, sua atitude é firme e seu olhar vigilante."
Como é um cão bastante dominante,
o seu relacionamento com outros cães deve ser bem estudado. Normalmente o
relacionamento é mais fácil entre cães de sexo oposto. Dois Dogos do mesmo sexo
e igualmente ´dominantes´ é a receita para grandes acidentes. É comum que se
relacionem melhor com cães do mesmo sexo que sejam de raças menores ou bem mais
submissas do que eles.
Possui uma pelagem curta,
levemente áspera e bastante aderida ao corpo, dando ao Dogo um aspecto bastante
rústico. A coloração da pelagem vai do tigrado claro ao tigrado escuro quase
negro e do dourado até o marrom claro. Podem haver marcas brancas no peito, na base do
pescoço, garganta e nas patas posteriores. É desejável que as marcações sejam o
mais reduzidas possível.
 
Justamente por sua personalidade forte, é essencial que o proprietário eduque
desde cedo seu filhote e estabeleça claramente sua liderança. Aulas de
obediência são bastante recomendadas, até porque facilitam o controle sobre os
cães quando adultos e há muita controvérsia sobre a real necessidade de
adestramento para guarda. Um filhote bem educado e equilibrado certamente se
transformará num adulto confiável.
Deve-se ter um cuidado especial quanto à alimentação do filhote. Por se tratar
de um molosso e de crescimento rápido,
é fundamental que o filhote receba uma alimentação especialmente rica e proteíca durante o
primeiro ano de vida, com altos índices de cálcio.
É importante também que o futuro proprietário tome precauções quanto ao tipo de piso no qual viverá o
filhote, evitando pisos lisos e/ou escorregadios que podem provocar lesões ósseas e/ou musculares que
podem prejudicar a movimentação e qualidade de vida do cão.
Outra recomendação importante é quanto ao volume/intensidade de exercícios. Deve-se
tomar especial cuidado e não extenuar o filhote. Exercícios regulares são mais
recomendados do que maratonas que podem levar ao desenvolvimento de problemas
de articulação.

Como a grande maioria das raças grandes, o Dogo Canário apresenta alguns problemas de saúde característicos:
- displasia coxo-femural. A displasia só pode ser diagnosticada com certeza quando
filhote tem mais de 12 meses através de raios-x.
Entrópio
Algumas linhagens, até em função do pool genético
ainda reduzido da raça, podem apresentar sarna demodécica.
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