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A
origem do Dogue Alemão é bastante remota, sendo
descendente dos Molossos Romanos. Já na idade média há referências de sua utilização
na caça ao javali, como guarda-costas e até lutando contra touros.
No século XIX, o cão chamou atenção de um criador,
Bismarck, que tinha grande admiração pelo Mastiff e pelo Grand Danois, que vieram a dar
origem ao Dogue como conhecemos hoje. O Dugue Alemão foi apresentado pela primeira vez
numa exposição em 1863, em Hamburgo. No Brasil, sua presença também é bastante
antiga, tendo sido retratado aos pés de D. João VI, numa pintura da época. Continua
sendo um cão extremamente popular no Brasil, que só perde em número de registros para
os Estados Unidos, considerado o melhor plantel da raça. Mas, sem dúvida, de todos os
cães conhecidos, o mais famoso Dogue Alemão é o personagem dos quadrinhos Scooby Doo.

Uma das principais características do Dogue Alemão é
ser dócil com o dono, estável e equilibrado, sendo recomendado como um dos melhores
cães de guarda.
É um cão leal, amigável e dependente do dono. Bastante afável
com crianças, brincalhão e alegre, fato este que pode causar pequenos acidentes uma vez
que o Dogue Alemão muitas vezes parece esquecer do seu tamanho e força.
Por seu tamanho, o Dogue Alemão não precisa de muito
esforço para impor respeito e defender o que considera seu território (casa do dono).
Chegando a quase 1 metro de altura e pesando até 80 quilos, é capaz de derrubar um homem
com facilidade, mas segundo a maioria dos criadores, o Dogue atua como um guarda
extremamente consciente e só usa a força se absolutamente necessário. Apesar do
tamanho, é extremamente ágil, o que facilita a cobertura de grandes áreas de terreno.

Possui uma grande variedade de cores e de marcações que
incluem desde o arlequim, com suas manchas pretas exibidas sobre fundo branco, até os
tigrados com listras pretas sobre um fundo dourado, os azuis (cinza azulado), os pretos e
os dourados, sendo que muitos criadores atribuem esta variedade às atividades anteriores
que o Dogue desempenhava.
 
Por seu tamanho e força, é aconselhável que os cães
passem pelo adestramento de obediência, uma vez que suas brincadeiras e jogos podem,
facilmente, derrubar seus donos. A idade ideal para o início do treinamento é entre 5 e
6 meses. Já o adestramento para ataque é questionado por muitos criadores.
Mesmo não sendo um cão super-ativo, o Dogue que precisa
de espaço e exercícios diários, que ajudarão a evitar os problemas da obesidade.
Durante a fase de crescimento (até 1 ano) não é
recomendável passeios muito longos e/ou brincadeiras extenuantes que podem comprometer o
desenvolvimento de sua musculatura e ossos.
Sua pelagem curta não exige cuidados adicionais, sendo
suficientes escovações semanais.
Segundo o padrão da raça há até pouco tempo
atrás, era necessário o corte das orelhas, porém, atualmente, a FCI e a CBKC deixam a
questão em aberto, ficando a decisão a cargo do próprio dono.
Um dos cuidados que se deve ter no acasalamento, segundo
orientação do Deutsch Doggen Club (DDC), autor do padrão do Dogue Alemão adotado
internacionalmente pela Federação Cinológica Internacional (FCI) é de não cruzar
arlequins entre si, uma vez que esse tipo de cruzamento pode gerar alguns exemplares com
cores indesejáveis, (totalmente brancos ou manchados de cinza) e até filhotes cegos e
surdos. Ainda quanto ao acasalamento, é conveniente não misturar Dogues de
"variedades" diferentes.
 Torção gástrica Caracterizada
pela rotação do estômago sobre o seu eixo quando há um grande aumento do seu volume. O
cão fica ofegante, com muitos gases, estufa rapidamente e pode morrer em poucas horas.
Megaesôfago
Possivelmente de origem hereditária, é provoca acúmulo dos
alimentos no esôfago e provoca a dilatação do órgão. Neste caso, o cão regurgita com
freqüência, apresenta nítido desconforto após as refeições, perde peso e está
sempre com fome , podendo até morrer por inanição e pneumonia.
Higromas
Provocado normalmente por excesso de peso, faz com que
apareçam bolsas flácidas e inflamação nas articulações do cotovelo, principalmente
se o cão se deita sobre superfícies muito duras, que atritam os ossos. Para evitar a
ocorrência, o dono deve acompanhar com rigor a alimentação do cão a fim de que ele
não engorde de forma exagerada.
Calos
São uma proteção das articulações ao atrito, provocado
principalmente pelos pisos de cimento e aparecem devido ao grande peso dos Dogues. Deve-se
evitar que o cão durma em camas duras.
Osteodistrofia
hipertrófica perda de apetite, febre alta,
inchaço das articulações e dificuldade de locomoção, causado, aparentemente pelo
excesso de cálcio e, principalmente em filhotes.
Dermatite
O tipo mais registrado no Dogue é a seborréia, com
descamação da pele, que pode estar muito oleosa ou muito ressecada.
Também há relatos de displasia
coxo-femural (encaixe errado do fêmur na bacia, causando dores e dificuldade
de movimentação), porém com pequena freqüência.
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Referências Utilizadas
Para Saber Mais:
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