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Imagem extraída do canil americano Eshabeta II

 

 

 
Personalidade Problemas comuns à raça Sobre o Fila Brasileiro O Filhote Padrão  
 

 

A origem do Fila Brasileiro pode começar a ser traçada a partir de meados do século XIX e está intimamente ligada à colonização do país, quando os exploradores europeus trouxeram seus cães para guarda, captura de escravos e manejo com os rebanhos. Cão de fila, cão onceiro, cabeçudo boiadeiro são alguns dos muitos dos nomes pelos quais foi conhecido o nosso Fila, a primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI a partir de 1968.

 

selo-fila.jpg (12592 bytes)Acredita-se que o Fila tenha sido desenvolvido a partir do cruzamento de Mastiff Inglês, Bloodhound e Bulldogue Inglês, trazidos pelos europeus que se fixaram na região do triângulo mineiro para desenvolver atividades ligadas à mineração e criação de gado. Do Mastiff, herdou a estrutura corpórea sólida e pesada e o formato do crânio, do Bloodhound, a pele solta, as orelhas baixas e o latido prolongado e, do Bulldogue, sua impressionante resistência à dor e a facilidade no trabalho com os rebanhos de gado.

O Fila é um cão bastante popular no Brasil, chegando a ser, em 1982, a raça mais registrada pela CBKC. Até hoje continua entre as 10 mais registradas no país. Em 1996 foi o 7º colocado e em 97 a 9ª raça mais registrada pelo sistema CBKC. A importância e a popularidade da raça pode ser medida também pelo lançamento, em 74, do primeiro selo da América Latina com a estampa de um cão e o escolhido foi o Fila Brasileiro. Simultaneamente foi lançado um cartão postal.


Imagem extraída do canil americano Eshabeta IIO Fila é um cão robusto, forte e maciço, possui também um faro excelente. É um cão de temperamento forte e marcante e precisa de um dono que seja igualmente firme e, principalmente, responsável e consciente.

Inicialmente, o próprio padrão da raça valorizava uma agressividade "extrema", o que fez com que a imagem do Fila ficasse bastante associada à de um cão "perigoso", o que teve como conseqüência uma redução na procura pela raça. Até mesmo nas exposições, os juizes não gostavam de julgar o Fila até porque sequer podiam aproximar-se do cão devido ao "perigo" que corriam.

A partir de meados da década de 70, no entanto, a CBKC (entidade brasileira de cinofilia) começou a introduzir mudanças no padrão do Fila, procurando "abrandar" sua agressividade exagerada. Muitos criadores então passaram a selecionar entre os seus exemplares aqueles que apresentavam um caráter menos "violento" e também a promover uma maior socialização dos cães.

Aika do Parque dos PríncipesAtualmente, o padrão do Fila apresenta a seguinte definição para o comportamento desejável: ‘procura insistente da companhia dos donos’, ‘extrema tolerância com as crianças’, ‘o comportamento sereno, revelando segurança e confiança própria’.

Um dos pontos altos da política de desmistificação da imagem do Fila, foi dado em agosto de 97, quando, o Fila Brasileiro foi um dos personagens centrais de um dos mais conceituados programas da televisão, o Jô Soares Onze e Meia, do SBT, quando o criador Walter Vertuan, do Canil Tibaitá - Brenda Lee, de SP levou ao programa quatro Filas, todos soltos e que se mantiveram tranqüilos permitindo até que as pessoas da platéia os acariciassem.

Nem todos os criadores concordaram com as mudanças, e criaram uma nova associação – Clube de Aprimoramento do Fila Brasileiro – Cafib – que registra anualmente cerca de 200 filhotes e que manteve as características mais "violentas" do antigo padrão, especialmente no que tange à "forte aversão aos estranhos".


personal5.jpg (21379 bytes)O Fila gosta de muita brincadeira especialmente com as pessoas com as quais convive diariamente. Apega-se rapidamente à "família" e mesmo bastante jovem já desconfia daqueles que não conhece, característica desejável segundo o padrão da raça.

Por ser um cão de crescimento rápido, o filhote deve ser muito bem alimentado e com ração de boa qualidade evitando assim que desenvolva deformações ósseas e até mesmo anemia. Outro cuidado importante é o piso, que jamais deve ser excessivamente liso, propiciando "derrapagens" constantes e agredindo as articulações do cão ainda estão em formação.

Apesar do tamanho, é um cão meigo, carinhoso e fiel, que aprecia, e muito, a companhia das pessoas da casa. Ao mesmo tempo, a raça é caracterizada por sua grande coragem e destemor. Nas provas de temperamento, quando exigida pelo regulamento dos clubes em exposições especializadas, sua reação deve ser sempre pronta, espontânea e firme.

O Fila é um cão que não necessita de treinamento para ataque e guarda, mas é conveniente que receba adestramento de obediência, que deve começar a partir dos 4 meses, e jamais usando de métodos violentos.


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A raça apresenta grande variedade de cores e marcações, podendo ser sólido ou "tigrado".

Durante algum tempo houve que acreditasse que o Fila legítimo não pudesse ser totalmente preto, mas na verdade a única restrição quanto à cor é em relação ao fila branco ou malhado. No caso do Fila malhado, a proibição deve-se ao fato de que o cruzamento de cães malhados pode mais facilmente gerar exemplares brancos.


Como boa parte das raças grandes, o Fila apresenta alguns problemas bem característicos, entre eles:

  • Torção gástrica – que pode ser evitada dividindo-se as refeições e evitando que ele ingira de uma só vez grande quantidade de alimento.

  • Displasia coxo-femural e de cotovelo

  • Complicações de parto – causadas pelo grande número de filhotes que normalmente nascem em cada ninhada, expondo a cadela a infecções uterinas.

  • Gastroenterite – inflamações do estômago e intestino

 

   
   

 

Referências Utilizadas

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