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Assim
como a maioria dos Galgos, a origem do Italian Greyhound (também chamado de
Pequeno Lebrel Italiano)
é bastante controversa e historiadores se apóiam em estudos arqueológicos para
afirmar que o Italian Greyhound teria 5 mil anos de existência. Esses estudo se
baseiam em afrescos e esculturas encontrados na região do Oriente Médio e
Ásia. De maneira geral, são considerados a mais antiga (e mais bem sucedida)
tentativa de miniaturização de um raça canina.
Apesar da
antiguidade, os historiadores não conseguem chegar a um consenso sobre como este
pequeno cão - apelidado de ´pássaro de quatro patas´ teria chegado em Roma, mas
acredita-se que o comércio com os fenícios tenha sido a razão mais plausível
para sua introdução na Europa. Alguns autores afirmam que o Italian Greyhound
teria chegado à Roma e se tornado uma raça muito popular entre as damas da
corte, através dos gregos, e sustentam que a descrição dos chamados ´cães da
lacônia´ corresponde a do pequeno lebrel.
Independente da rota
traçada, o fato é que foi em Roma que a raça se desenvolveu de fato e sua
presença está bastante bem documentada na região desde o século I a.C, através
de documentos e esculturas, como a que pode ser visitada no Museu do Vaticano,
na qual mostra um cão sentado numa pose aristocrática e graciosa. Durante o
período do renascimento, vários artistas incluiram o Italian Greyhound em seus
trabalhos.
Por sua graça e
delicadeza, conquistou durante anos um lugar de destaque em várias cortes
européias: foi um dos cães favoritos de Frederico I, Catarina de Médicis e Luis
XIV. Frederico, o Grande, Imperador da Prússia, tinha um enorme plantel de
Italian Greyhound, estimado em pelo menos 30 exemplares. Também na Inglaterra,
onde os Galgos sempre foram muito admirados, o Italian Greyhound conquistou uma
legião de fãs, especialmente entre os artistas da época, que, provavelmente,
conheceram os pequenos galgos em suas viagens à Itália.
Existem dúvidas sobre
a função original do Italian Greyhound: se foram utilizados para caçar pequenos
animais ou se eram cães de companhia. As duas teorias estão corretas. Muitos
Italian Greyhounds têm um forte instinto de caçador. Outros, porém, não o
possuem. Desde o século XIX, não são criados com esta finalidade. Eles
tornaram-se animais de estimação bastante caseiros, em tempos em que não haviam
inventado o aquecimento central, logo seus pequenos corpos quentes eram
aconchegantes em uma cama fria.
O primeiro Italian Greyhound foi registrado nos EUA em 1886, mas
a raça ainda permanece rara nos dias de hoje. O padrão atual do Italian
Greyhound foi elaborado apenas em 1968, quando se determinou a altura máxima de
38cm na cernelha.
No Brasil os Italians Greyhounds são menos populares que
outras raças ‘aparentadas’, como o Whippet.
Apesar
da controvérsia sobre sua função original, o Italian Greyhound é, sem duvida
alguma, um excelente cão de companhia. Apesar de seu tamanho, é um cão ágil e
deve ter uma estrutura adequada para suportar os arroubos esportistas deste
pequeno cão. Sua constituição física e agilidade faz com que possam praticar
esportes como o agility. Vários Italians praticam o esporte nos Estados Unidos.
É um cão que deve viver dentro de casa e em companhia de seus
donos. Por sua constituição física, não é adequado que durma ao relento e,
certamente, deve-se evitar as temperaturas muito frias sem que ele tenha uma
proteção adequada.
É um cão delicado e sociável. Apesar de ser um galgo,
diferentemente do resto da família, é um cão que procura mais constantemente a
presença física de seus donos. Seu relacionamento com crianças é muito bom, mas
deve-se ter cuidado para que a criança não tenha atitudes muito bruscas,
especialmente com o filhote, evitando assim algum acidente.
Muito
alegre e brincalhão, permanece disposto a atividades mesmo quando já é adulto.
Seu convívio com outros cães também é bastante tranquilo, mas deve-se tomar
cuidado com as diferenças de tamanho entre eles, para evitar que um cão
grandalhão possa machucá-lo sem querer durante as brincadeiras.
Bastante sensível, alerta e inteligente, os Italian Greyhound
aparecem na 60ª posição na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro
‘ A
Inteligência dos Cães’. É um cão com uma personalidade sensível e
deve ser educado com suavidade ou o proprietário não terá sucesso em seu
objetivo.
Por seu passado de caça e pela extrema curiosidade que seus exemplares
apresentam, nunca devem ser levados a passear sem guia.

Os
filhotes são muito ágeis e
brincalhões, donos de uma energia inesgotável. Por isso é bem importante
estabelecer logo de cara limites bem claros entre o que pode e o que não pode e
de maneira coerente, sem se deixar ´chantagear´ pelo aspecto frágil e indefeso
do filhote.
Apesar do Italian Greyhound não ser ´uma porcelana´ deve-se ter um especial
cuidado com quedas e torções, especialmente durante a infância do filhote.
 
Sua pelagem muito curta e fina, faz com que as escovações não sejam uma
necessidade constante. Este tipo de pelagem também faz com que quase não tenham
"cheiro". A higiene do Italian Greyhound é muito simples e um banho eventual é
mais do que suficiente.
O Greyhound possui uma pelagem bem
curta e de fácil manutenção. Por essa razão é um cão que dificilmente apresenta
cheiro forte, a não ser, claro, que esteja realmente imundo.
 
As cores da pelagem devem ser sólidas, sendo aceitas são o preto, o
cinzento-ardósia e todas as tonalidades de amarelo-claro. Pequenas manchas
brancas são toleradas no peito e nos pés.

Segundo estudos dos clubes organizados da raça, os
Italian Greyhound apresentam alguma tendência a apresentar problemas como:
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Hipotiroidismo Atrofia Progressiva
da Retina
Epilepsia
Luxação da Patela
Algumas poucas linhagens possuem uma pré-disposição à fratura das pernas
devido à falta de densidade óssea.
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