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O
Jack Russel Terrier
foi desenvolvido pelo Reverendo John Russel, na metade do século XIX com o
objetivo de criar um cão que fosse simplesmente imbatível na caça à raposa. Para
isso, o reverendo partiu de sua cadela Trump e, através de acasalamentos com
beagles e outras raças, chegou ao seu ideal para um cão de caça: um cão
compacto, forte, destemido, com uma coloração adequada e grande inteligência.
Outros
entusiastas da raça continuaram o trabalho do Reverendo John Russel, dando
ênfase às habilidades dos cães para a caça e não tanto aos detalhes de
conformação e até hoje, os
criadores, especialmente aqueles filiados ao Jack Russell Club da América,
defendem a teoria de que para o Jack Russel não é importante que seja
reconhecido nas competições de beleza e conformação, porque isso poderia fazer
com que a criação deixasse de selecionar cães com a aptidão e temperamentos
adequados para a função e, eventualmente, poderiam selecionar cães apenas pelo
padrão de beleza. A pouca importância dada pelos criadores da raça manifesta-se
no reconhecimento bastante tardio do Jack Russel pelas entidades internacionais.
A FCI só reconheceu a raça em 1991, a partir do reconhecimento do The Kennel
Club que reconheceu a raça em 1990 e publicou um padrão oficial provisório com o
nome de Parson Jack Russell Terrier.
Para controlar a criação e
não deixar que a raça se perca, os clubes especializados exercem um controle
mais rigoroso. Nos Estados Unidos, por exemplo, o Jack Russell Club da América -
JRCA - regula a criação e controla os registros dos filhotes que recebem seu
pedigree ao nascer, mas só podem ser registrado em definitovo após completarem 1
anos de idade. Nesta época os cães são avaliados novamente e passam, por um
exame veterinário para atestar a inexistência de possíveis doenças ou
características indesejáveis na raça que possam ser transmitidas geneticamente
para os futuros filhotes. Se o cão não passar no exame médico, ou falhar na sua
conformação de trabalho, ele ainda pode conseguir seu registro junto ao JRCA,
mas apenas se ele for castrado.
Para manter as
melhores qualidades da raça, o clube promove, anualmente, competições de campo,
que reúnem os fãs da raça. Essas competições simulam a caça à raposa, com a
construção de túneis onde os cães devem entrar. Além disso, ainda participam de
corridas com a isca mecânica.
Apesar de terem sido desenvolvidos para a caça em primeiro
lugar, o Jack Russel conquistou o reconhecimento mundial por ter sido escolhido
como protagonista em diversos filmes e seriados. É a estrela principal de
Wishbone, atua como o divertido e temperamental Eddie, no seriado Frasier e,
teve uma participação ativa e marcante como Milo, o cão do personagem Máskara. (Leia
mais sobre cães no cinema)
 
O Jack Russel Terrier possui uma personalidade absolutamente
definida. São ativos, muito inteligentes e alegres e quase incansáveis. Apesar
de tantas qualidades, são também extremamente voluntariosos e podem ser
realmente teimosos se não forem educados desde cedo e por um dono experiente.
Apesar de seu tamanho e ao contrário do personagem do
seriado, os Jack Russel não são adequados para a vida em apartamento ou casas
pequenas porque realmente precisam de espaço para exercícios. Recomenda-se
sempre que os quintais sejam devidamente cercados para impedir que eles exerçam
uma de suas habilidades - pular obstáculos.
Por
sua personalidade forte e seu preparo para trabalhar grandes jornadas, é
fundamental que o Jack Russel tenha um dono que se preocupe em impor seus
limites a todo custo, sem jamais usar a agressividade. São cães muito
resistentes e até em razão de sua função original - a caça das raposas que podem
se esconder em tocas nas quais o cão deve entrar - a raça é conhecida por
desconhecer o medo e por serem extremamente teimosos e persistentes.
Gostam de cavar o quintal inteiro e sempre haverá um risco
grande dele seguir um cheiro novo e se esquecer de voltar quando chamado sem
coleira.
Por todas essas características, são cães ideais para quem é
ativo e gosta de um desafio. São muito adequados para aqueles que quiserem um
companheiro para cooper ou para participar de provas de agility, onde suas
qualidades são mais do que bem vindas.

Os filhotes são um poço de energia e de desejo de descobrir o
mundo. Por isso é bastante recomendável que participe desde cedo de aulas de
obediência para que a convivência seja mais fácil e agradável para todos. Se
os cães em geral não devem receber treinamentos monótonos, no caso do Jack
Russel essa recomendação é ainda mais importante, uma vez que podem ser
facilmente distraídos durante atividades consideradas repetitivas.
Não é o tipo ideal de cachorro para quem não quer, não tem tempo para
educá-los ou ainda para quem deseje um cão que possa ficar o tempo todo longe
do contato com a família.
É totalmente contra-indicado para pessoas que morem em apartamentos,
trabalhem o dia todo fora ou que tenham crianças com menos de 6 ou 8 anos. É bem
perigoso também manter um Jack Russel com pequenos animais como gatos e hamsters,
afinal, é um caçador nato.
Sua
personalidade inquieta vai fazer com que esteja sempre à procura de alguma
atividade e, caso não encontrem nada ‘útil’, certamente poderão inventar
brincadeiras que nem sempre serão aprovadas pelos donos, como roer móveis ou escavar enormes buracos no jardim.

Existem 3 tipos diferentes de pelo, que podem ocorrer numa
mesma ninhada. O pelo liso, curto e mais raro; o pelo duro, longo e espetado; e
o "quebrado" que é um tipo intermediário. Em qualquer um dos casos, devem
apresentar um mínimo de 51% de coloração branca, podendo apresentar manchas
pretas, marrons ou tricolores.

Os Jack Russel são cães muito resistentes, mas possuem alguma
propensão a desenvolver alguns problemas específicos como outras raças. Apesar disso, deve-se
ter especial atenção para:
Doença de V Williebrand - uma deficiência de
coagulação sangüinea
Epilepsia
– pode ser causada por diversos fatores e o tratamento vai variar de acordo
com o diagnóstico feito pelo veterinário.
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Dermatites e eczemas – normalmente causados pelo
aparecimento de fungos.
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