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O pet do Presidente Lula
Não é coincidência: num país em que os gastos com animais de estimação chegam a US$ 30 bilhões por ano, posar com seu bichinho pode alavancar a popularidade, já descobriram democratas e republicanos. No Brasil, a instituição do "primeiro-cachorro" praticamente não existe e é até difícil imaginar um deles vivendo no Palácio da Alvorada, onde moram os presidentes. Tanto assim que a família do presidente eleito ainda não decidiu se vai levar Michele, uma fox-terrier de nove anos, de mala e coleira para Brasília. Raça quatrocentona desenvolvida para caçar pequenos animais de toca, o fox-terrier é ideal para conviver com crianças -é tão agitado quanto elas e sempre disposto a brincadeiras-, mas não costuma se dar muito bem com outros animais. Nem é indicado para quem gosta de silêncio: "É do tipo que late até para borboletas", explica o veterinário Marcelo Bauer, presidente do Kennel Clube Paulista. Forte, leve e compacto, o que o leva a bons resultados em provas de agility, o fox-terrier não dá muito trabalho ao dono: precisa de um banho por quinzena e de escovação a cada dois dias. Em compensação, necessita de atenção constante: se ficar muito entediado e sem atividades, pode fazer uma balbúrdia na casa. Por isso, segundo Bauer, requer um dono com experiência e autoridade, que estimule sua obediência. Um certo perfil presidencial, pode-se dizer. Fonte: Revista da Folha, 03/novembro/2002
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