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O
pet do Presidente Lula
O
ex-presidente americano Bill Clinton tinha Buddy, um
labrador cuja morte por atropelamento, em
janeiro deste ano, virou notícia de jornal. O atual, George W. Bush, tem Spot,
uma springer spaniel inglesa sempre presente
nas cenas domésticas da família presidencial.
Não é
coincidência: num país em que os gastos com animais de estimação chegam a US$
30 bilhões por ano, posar com seu bichinho pode alavancar a popularidade, já
descobriram democratas e republicanos.
No Brasil, a
instituição do "primeiro-cachorro" praticamente não existe e é até difícil
imaginar um deles vivendo no Palácio da Alvorada, onde moram os presidentes.
Tanto assim que a família do presidente eleito ainda não decidiu se vai levar
Michele, uma fox-terrier de nove anos, de mala e coleira para Brasília.
Raça
quatrocentona desenvolvida para caçar pequenos animais de toca, o fox-terrier
é ideal para conviver com crianças -é tão agitado quanto elas e sempre
disposto a brincadeiras-, mas não costuma se dar muito bem com outros animais.
Nem é indicado para quem gosta de silêncio: "É do tipo que late até para
borboletas", explica o veterinário Marcelo Bauer, presidente do Kennel Clube
Paulista.
Forte, leve e
compacto, o que o leva a bons resultados em provas de agility, o fox-terrier
não dá muito trabalho ao dono: precisa de um banho por quinzena e de escovação
a cada dois dias.
Em
compensação, necessita de atenção constante: se ficar muito entediado e sem
atividades, pode fazer uma balbúrdia na casa. Por isso, segundo Bauer, requer
um dono com experiência e autoridade, que estimule sua obediência. Um certo
perfil presidencial, pode-se dizer.
Fonte: Revista
da Folha, 03/novembro/2002
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