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Pastor
Branco que, com isso, passa a ser reconhecido pela FCI como uma raça
independente do Pastor Alemão (como era desejado por uma vertente da raça em
nome do reconhecimento pela FCI). Para chegar a esta condição, que envolve muito
mais do que um novo nome, muitos anos se passaram e muitos debates foram
travados, especialmente devido ao padrão que seria adotado e, claro, quanto ao
nome da raça. Os alemães jamais concordaram com a denominação de Pastor Alemão
Branco, uma vez que, com isso, ficaria clara a relação das duas raças e, durante
anos, os criadores do, agora, Pastor Suiço, também não aceitavam a desvinculação
com o padrão do pastor alemão tradicional.
É inegável, no entanto, que o
Pastor Suiço foi obtido graças ao acasalamento de cães pastores alemães e que,
durante os primeiros anos da raça participou de seu desenvolvimento. Graças às
inúmeras pesquisas realizadas pelos criadores, sabe-se hoje que nos 15 primeiros
anos da raça pastor alemão, 30 cães consolidaram-se como pilares da raça e que
18 destes produziram descendentes brancos e os 12 restantes foram descendentes
de cães que transmitem geneticamente a cor branca a seus descentes.
Na época do
pós-guerra, no entanto, teve
início uma forte campanha entre os criadores alemães com o objetivo de erradicar
a variedade branca da raça pastor alemão. Na época a alegação era de que os
pastores brancos eram albinos. Hoje sabe-se que os pastores brancos não são
albinos, uma vez que possuem forte pigmentação nas mucosas e nos olhos estando
totalmente adaptados ao trabalho ao sol, o que não aconteceria se o caso
realmente fosse de albinismo, uma vez que o
albinismo
é uma doença que se evidencia pela intolerância ao sol, olhos cor de sangue,
focinhos e lábios despigmentados, cor de carne, pele translúcida.
No entanto, apesar da falta de
embasamento científico, o clube alemão responsável pelo pastor alemão passou a
negar pedigree aos pastores alemães brancos e, em 1968, seguindo a orientação
deste clube, o American Kennel Club (AKC) aprovou também a desqualificação da
variedade branca de qualquer exposição de pastores alemães, mesmo que o pedigree
dos filhotes brancos nascidos de cães de raça pura continue sendo emitido pelo
AKC. O pastor branco ainda compete em provas de adestramento nos Estados Unidos.
Ao contrário do AKC, o Canadian Kennel Club resistiu às pressões e não
desqualificou o pastor alemão branco. Talvez por este motivo, durante um bom
tempo, alguns criadores chamavam o pastor branco de pastor canadense.
Basicamente o Pastor Branco nasce do
acasalamento entre cães pastores brancos e/ou de cães pastores alemães que
portem o gene da cor branca. Isso significa que, numa ninhada de legítimos
pastores alemães capa-preta podem surgir cães totalmente brancos. Os
criadores
americanos, canadenses e suíços, sobretudo, resolveram dar seqüência à
variedade, acasalando brancos com brancos, fixando assim, geneticamente, a cor
branca nos seus cães. O resultado disso foi a formação de uma raça que, alia a
inteligência e a docilidade do pastor alemão com uma pelagem branca exótica e
que, com isso, tornou-se um dos cães mais populares na América do Norte. No Brasil, a
vertente que defende o "alemão" no nome da raça , também tem uma presença marcante e
seus criadores formaram uma das mais ativas e representativas associações com o
objetivo de organizar a criação da raça, chamada Sociedade Latino Americana de
Pastor Alemão Branco (SOLPAB) que já registrou mais de 8.000 cães.

O Pastor Suiço é um cão muito
inteligente, equilibrado, de fácil convívio social e de convivência tranquila
com as crianças. Se estendermos ao pastor branco a mesma classificação que o
pastor alemão ´tradicional´ obteve no classificação de Stanley Coren em seu
livro "A Inteligência dos Cães",
onde a raça aparece em terceiro lugar, fica claro o porque desta enorme
popularidade.
No Brasil o pastor alemão branco
ainda aparece pouco em provas de adestramento, mas nos demais países em que sua
presença é marcante, como Estados Unidos, muitos pastores brancos já
conquistaram títulos de adestramento. Mesmo que de forma ainda restrita, alguns
cães cães já estão sendo preparados para atuar na narcótico junto com o GOE
(Grupo de Operações Especiais) no Brasil.
Assim como o pastor alemão ´tradicional´, o
Pastor Branco tem uma enorme vocação ao trabalho e por isso é um cão
que precisa de exercícios constantes. Seu porte físico e agilidade fazem com que
seja de acompanhar seu dono em praticamente todos os momentos, como cooper ou passeios de bicicleta. Ágil,
pode-se sair muito bem nas provas de agility, onde não
apenas utilizará apenas sua composição física, mas também sua inteligência
invejável.
 
Se o pastor adulto é um cão com grande energia e disposição, filhote é também
bastante ativo e curioso, demonstrando desde cedo forte instinto para as
atividades de guarda e pastoreio.
O
ideal é aproveitar a infância para garantir que o filhote cresça de maneira
equilibrada. Para isso, é ideal que o proprietário promova a socialização do
cão, apresentando-o aos mais variados estímulos e pessoas. É importante também que o filhote seja acostumado
com as escovações do pelo, que farão parte do seu dia-a-dia.
Por ser um cão de porte médio a grande, é muito importante
que receba aulas de adestramento básico desde cedo.
 
A raça
é cor branca que é o extremo de uma série de cores, que inclui o champanhe, o
amarelo, o amendoado, o laranja e mesmo o marrom. Estas cores, principalmente o
champanhe e o amarelo, são bastante comuns e caracterizam um desvio em relação
ao padrão da raça, que diz, basicamente, que quanto mais branco melhor.
Por causa de seu pelo denso, está sujeito
a dermatites, que podem ser facilmente sanadas com o uso de shampoos apropriados.
A manutenção do pelo deve ser feita preferencialmente pela escovação e remoção
dos pelos mortos. Na época da muda, esta escovação deve ser praticamente diária.
O comprimento do pelo é outra grande polêmica entre os
defensores do Pastor Alemão Branco e do Pastor Suíço: no segundo caso, admite-se
pelagem longa o que é considerado falta pelos criadores de Pastor Alemão Branco,
uma vez que estes defendem que o padrão da raça tenha como base o do Pastor
Alemão ´tradicional´, onde tal pelagem é considerada falta desqualificante.
 
Assim como o pastor alemão, o pastor suíço pode eventualmente apresentar
alguns problemas típicos de cães grandes:
- displasia (uma má formação
das articulações de bacia que podem deixar o animal com graves sequelas antes
mesmo de terminada a fase de crescimento)
- problemas de aprumo, desenvolvidos por cruzamentos inadequados e/ou
alimentação pobre em vitaminas e cálcio.
- Se são criados em lugares de piso liso, os
Pastores podem desenvolver problemas nas patas, que se curvam para dentro (os chamados
"jarretes de vaca".)
- Outro ponto a ser observado é a chamada
"Torção Gástrica", comum a cães
com tórax profundo e que faz com que o animal retenha gases no seu interior devido a uma
rotação do estômago. Como medida preventiva, basta alimentar seu cão em uma vasilha
mais elevada.
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