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Até a década de 40, o cruzamento entre Phalenes poderia gerar um Papillon e vice-versa, mas atualmente o acasalamento entre as variedades não é recomendado, pois pode produzir cães com orelhas semi-eretas, que será um defeito grave para a raça. Ainda em sua origem, tanto os Papillons quanto os Phalenes eram inteiramente de uma cor, como a preta, a vermelha e a amarela-escura. Hoje, essas cores fazem par com o branco, que deve predominar no corpo do cão. Alguns criadores dão preferência aos exemplares que têm o branco em forma de listra, do focinho à cabeça, sugerindo o corpo da borboleta. O Papillon foi desenvolvido, essencialmente, para ser um cão de companhia. Por isso, alia um tamanho diminuto, fácil de carregar a um temperamento meigo e tranqüilo com jeito garboso. Extremamente inteligente - perdendo apenas para o Poodle entre os cães de pequeno porte - o Papillon está em 8º lugar na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães’. Devotados aos seus donos, como deve ser um bom cão de companhia, o Papillon não faz o tipo teimoso ou temperamental.
Com outros cães e animais, o Papillon pode conviver praticamente sem restrições. Mas deve-se tomar cuidado com o convívio dele com cães de raças grandes, já que por ser muito pequeno, o Papillon pode se machucar com os movimentos bruscos dos grandões. Este pequeno cão também se sai bem em agility, esporte em que passa por obstáculos sob comando do dono. Herdou não só agilidade dos Spaniels, como o instinto caçador. Além de excelente faro, mais uma herança dos Spaniels, possui um ouvido aguçado que o torna um bom cão de alarme. Com crianças, todo cuidado é pouco, uma vez que sendo um cão muito delicado e frágil, pode se machucar facilmente em uma brincadeira mais estabanada. O filhote é frágil a quedas e trancos. Há criadores que receiam vendê-lo a famílias com crianças de até seis anos, já que estas nem sempre sabem medir a força das brincadeiras. Comum às raças pequenas, a garganta do filhote é bem estreita. Portanto, vale a advertência em relação a ossos de couro. Como o material fica macio e fino ao ser mastigado, há chances de engasgamento. Os filhotes, quando nascem, possuem uma espécie de penugem que persiste até a quarta ou quinta semana de vida. Com dois meses, a pelagem já cresceu razoavelmente. As orelhas costumam levantar entre os dois e seis meses. O ideal é que, puxadas para frente, não ultrapassem o ponto de encontro entre nariz e testa, caso contrário terão maior dificuldade em levantar.
A pelagem do Papillon não requer grandes cuidados e é fácil de ser tratada. Como o cão não tem subpêlo, responsável em outras raças pelos nós mais difíceis de desfazer e não sendo muito longa no corpo, bastam escovação semanal e banho quando estiver sujo. Outra vantagem é que não passa por períodos de troca intensiva de pêlos. A pelagem do Papillon só atinge seu comprimento máximo por volta dos 18 meses. O Papilon apresenta alguma tendência especial a desenvolver problemas genéticos que, nos Estados Unidos, são bastante controlados e acompanhados pelo Clube nacional da raça. A raça é sensível a anestésicos. O motivo, segundo informam os dois veterinários norte-americanos entrevistados, é a ossatura porosa do Papillon que absorve intensamente o produto e causa facilmente sobredosagem. Se for preciso submetê-lo a uma cirurgia, é essencial usar um anestésico de reversão rápida
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