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O
Poodle é, sem dúvida, uma das raças mais populares em todo mundo e isso se deve a
diversos fatores, entre eles a própria antigüidade da raça, que, segundo vários
historiadores é conhecida há 6 séculos.
Apesar de a origem do Poodle ser atribuída à França, onde são
chamados de "Chien Canne" ou "Caniche", aparentemente o berço da
raça é mesmo a Alemanha, onde é chamado de "Pudel", derivado de palavra
"pudelin" que significa "jogar-se na água". De qualquer forma, foi na
França que o Poodle desenvolveu sua estrutura atual e onde, freqüentando as cortes dos
reis franceses desde Luis XIV, ganhou a popularidade que desfruta hoje.
O Poodle era, originalmente, usado para a caça aquática, onde
desempenha a função de recuperar as aves abatidas que caiam na água. Foi também
utilizado pelos franceses e ingleses como cão trufeiro, com a missão de
utilizar seu excelente olfato para descobrir trufas debaixo da terra.
Mas foi como cão de companhia que o Poodle se tornou uma das estrelas da
cinofilia, estando entre as raças de maior número de registros em diversos países (veja
ranking), inclusive no Brasil, onde estima-se
que represente mais de 17% da população canina (dados de 1997).
Infelizmente, a popularidade trouxe à raça uma série de
problemas, desde físicos até de temperamento, muitos deles ocasionados por acasalamentos
não recomendados e falta de rigor dos fabricantes de filhotes.

Esse quadro de alta popularidade X baixa qualidade dos cães
produzidos parece ser uma sina da raça, que já foi a mais popular dos EUA na
década de 80, perdendo este status justamente em função dos inúmeros problemas que
apresentavam esses Poodles. No Brasil, o quadro da criação nacional
apresenta também diversos problemas. Diante da quantidade de cães registrados seria de
se esperar que muitos participassem de exposições, mas no entanto, a presença de
criadores é bastante pequena o que enseja o crescimento, também aqui, dos
fabricantes de filhotes que se aproveitam da falta de conhecimento da grande
maioria das pessoas e comercializam exemplares que pouco ou nada respeitam os padrões da
raça, quer quanto à cor, tamanho e, especialmente, temperamento dos cães.

O Poodle é um
cão extremamente inteligente. Segundo Stanley Coren, autor do livro a " A Inteligência dos
Cães", a raça
ocupa o segundo lugar no ranking de obediência para o trabalho, abaixo apenas do Border Collie (o cão que aparece no filme Babe, o
porquinho). Isso explica o fato de que a maioria dos cães de shows, circos, etc
pertençam à raça, uma vez que são cães que aprendem muito rápido e fixam de maneira
muito consistente as lições aprendidas.
Mas, não foi apenas a sua inteligência, que
levou o Poodle a conquistar destaque como cão de companhia. Seu temperamento brincalhão,
divertido e afetuoso fizeram com que se tornasse praticamente um paradigma para os cães
de companhia.
Apesar de todas as qualidades intrínsecas à raça, e como conseqüência
da baixa qualidade da criação, muitos exemplares apresentam problemas sérios de
comportamento, chegando mesmo a apresentar traços de agressividade contra o próprio dono
e com outras pessoas, desobediência, teimosia, excesso de zelo quanto a
objetos, isso sem falar do altamente indesejável excesso de latidos. Segundo diversos
criadores, a maioria dos problemas de temperamento dos Poodles atinge de maneira mais
evidente os exemplares dos tamanhos menores (toy e micro), justamente os mais
comercializáveis.
No entanto, além dos cuidados quanto à
procedência do cão, é extremamente importante ressaltar o papel do dono na educação
do cão: por ser o Poodle extremamente inteligente, também é capaz de aprender que, se
ele adotar comportamentos dominantes em relação ao dono acaba sendo
atendido. E é aí que o dono, procurando agradar seu cão acaba por reforçar
estes desvios de personalidade.


O filhote desde cedo deve apresentar as
características do cão adulto, não apenas quanto à estrutura física (quadradinha)
como também quanto ao temperamento.
A cor do filhote é outro aspecto importante: é
comum que a tonalidade dos cães fique mais clara com o passar do tempo, mas de qualquer
maneira, a pelagem deve ser sólida, sem manchas.
Outro cuidado importante na aquisição dos
filhotes diz respeito ao TAMANHO que ficará quando adulto. Para evitar decepções, é
sempre recomendável que antes de se adquirir um filhote se faça uma visita aos pais da
ninhada. Normalmente, o tamanho dos pais é um bom parâmetro para o dos filhotes.

O Poodle em sua origem foi desenvolvido apenas no tamanho
"standard", mas através de cruzamentos selecionados, os criadores fixaram
outros padrões de tamanho. No Brasil, as 2 entidades nacionais reconhecem tamanhos
diferentes para o Poodle.
De acordo com a CBKC, que segue o padrão da Federação
Cinológica Internacional, o Poodle pode ter 4 tamanhos:
- Poodles Grandes: de 45 até 60cm, com uma tolerância de 2cm.
- Poodles Médios: de 35 até 45cm.
- Poodles Anões: de 28 a 35cm.
- Poodles Toys: abaixo de 28cm (a altura do tipo ideal é 25cm).
Já o padrão do American Kennel Club considera 3 tamanhos para o
Poodle
- Poodles Standard: mais de 38cm
- Poodles Miniatura: de 28 até
38cm.
- Poodles Toys: de 25,5cm a 28 cm
É importante ressaltar que é pouquíssimo recomendado o
acasalamento de cães com estruturas ósseas (tamanhos) diferentes.

Da mesma
forma que o Poodle apresenta diversos tamanhos, também são muitas as cores aceitas pelas
entidades.
Neste quesito também há diferenças entre os
padrões aceitos por elas.
De acordo com a CBKC/FCI, o Poodle pode ser de 4 cores: preto,
branco, marrom, cinza e abricó.
Já de acordo com a ACB, aceita-se os pretos, brancos,
marrons, azuis, cinzas, abricós, champanhes e prateados (cinza claro).
Nos acasalamentos deve-se procurar não misturar exemplares de
cores diferentes, uma vez que tal mistura pode gerar filhotes de cores não aceitas ou
mesmo manchados.
Tosa
A pelagem farta do
Poodle lhe rendeu o título de "campeão quanto às formas de se tosar". Só
para se ter uma idéia, o livro "The Complete Poodle Clipping & Grooming"
ilustra 54 tipos de corte.
Segundo diversas fontes, as formas de tosar o pelo dos Poodles
era diretamente vinculada às atividades que desenvolvia. O corte conhecido como
"leão" (retirada do pelo dos quadris, deixando pelo farto em volta dos peito e
dos joelhos) foi criado para aliar proteção, e versatilidade na água, à beleza e
equilíbrio do cão.
Entre os tipos mais comuns estão a Tosa de Verão, Carneirinho
(não aceitas para apresentação em exposição), a Leão e a Moderna (aceitas em
exposição).
Uma característica curiosa é que, apesar do pelo crescer mais
rapidamente que o das outras raças, o Poodle não perde pelos como os outros cães. Mas
mesmo com essa facilidade é preciso cuidados especiais com a pelagem do
Poodle. O ideal é que receba escovação diária para evitar nós, banhos e tosa
regulares. Além de uma atenção extra para não deixar o pelo molhado e evitar assim, o
aparecimento de fungos e outros problemas de pele.

Um dos principais problemas de saúde que afeta os Poodles é a
Otite (inflamação do ouvido), propiciada pela posição caída das orelhas e
dos tufos de pêlos dentro delas, que retém umidade. A prevenção é feita basicamente
evitando que entre água durante o banho, e através de procedimentos regulares de
higiene.
Além da otite, a raça é especialmente sensível a:
Displasia - má formação no encaixe da cabeça do fêmur com a bacia.
Essa má-formação é mais característica em raças grandes, mas pode aparecer também
nos Poodles.
Atrofia Progressiva
da Retina que consiste na perda gradual da visão podendo levar o cão
à cegueira total. Segundo dados do clube americano da raça, 25% dos Poodles desenvolvem
a doença para a qual não há tratamento.
Dentição dupla
recomenda-se a extração dos dentes de leite, por favorecer o desenvolvimento do
tártaro.
Outra característica comum em cães brancos são
as manchas na pelagem sob os olhos, causadas pelas lágrimas.
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