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O
desenvolvimento do Rodhesian está intimamente ligado à chegada dos alemães e
holandeses à África do Sul nos séculos 16 e 17. Estes imigrantes, que levaram na
bagagem diversos cães, entre eles, Mastiffs, Dogue Alemães, Greyhounds,
Bloodhounds e Terreirs, encontraram na região uma tribo conhecida como Khoikoi,
e que possuía seus próprios cães de caça. Os cães, ainda quase selvagens, tinham
como principal característica uma faixa de pêlos, bem no meio das costas, que
nascia no sentido contrário do resto da pelagem do corpo do cão. Foi a partir do
acasalamento destes cães nativos com os diversos cães dos Boers
(como eram chamados os brancos que fixaram-se na África do Sul), que surgiu o
Rodhesian Ridgeback tal como conhecemos hoje).
Atribui-se a difusão da raça ao reverendo Charles Helm, que levou cães da
raça para a Rodésia (atual Zimbábue), em 1877. Logo a resistência e o
desempenho excepcional dos cães para a caça atraiu a atenção dos
caçadores de grandes animais, que consideravam que os Rodhesians eram perfeitos
para a caçada de leões e outras presas de grande porte. Com a fama de
destemidos e extremamente apegados aos donos, os Rodhesians foram ganhando seu
espaço entre os caçadores e criadores da época, que tinham como principal
interesse manter em suas criações o temperamento adequado e a resistência ímpar
destes cães, que caçando em grupos, não hesitavam em enfrentar a fúria e a força
de leões.
Em sua terra natal, matilhas de
Rodhesian
Ridgebacks são utilizadas pelos caçadores para perseguir grandes caças, entre as quais
os leões, leopardos e outros animais de porte grande. As matilhas têm uma
tática peculiar de realizar seu trabalho:
cães faziam com que a
presa corresse até a exaustão, de forma a acuá-lo. Neste ponto, quando a presa
já estava exaurida, era mais fácil para os caçadores terminares o trabalho.
Os padrões da raça foram
definidos em 1922 por um grupo de criadores de Rhodesian, e até hoje não foram
modificadas.
No Brasil há registros de cães da raça já em 1947, mas apenas após a década
de 70 que a presença de Rodhesians é mais bem documentada e as primeiras
ninhadas são de 1984.
 
Os
Rodhesians são cães de
personalidade forte, bastante valentes e auto-confiantes, características
essenciais para a função para a qual foram desenvolvidos. São também muito
direcionados às pessoas, precisando de contato com seus donos para que possam se
manter equilibrados como se espera. Justamente por este motivo, não são cães que
possam ser ´esquecidos´ fora de casa durante o dia todo e sem a interação de
seres humanos.
Caçadores natos , a falta de
estimulação pode levar os Rhodesians ao tédio e a desenvolverem comportamentos
inadequados e destruidores. Caso o proprietário necessite deixar o cão por
períodos maiores sozinho, é fundamental que ele seja acostumado desde cedo com
essa rotina, porque de maneira geral os Rodhesians adoram ter a companhia e
atenção constante dos donos.
Por sua função primária - a
caça de grandes animais em matilha - é muito importante que os proprietários
desenvolvam um programa de exercícios e de interação com outros cães. O convívio
do Rodhesian com outros animais deve ser estabelecido desde bem cedo, para que
ele não entenda que aqueles seres possam ser caçados.
Apesar do tamanho, o Rodhesian não é exatamente um cão de
guarda, mas certamente dará o alarme no caso de algo estranho acontecer em seus
domínios. Outra característica da raça é ser um cão que late pouco.
Na escala de obediência elaborada por Stanley Coren e publicada em seu livro A Inteligência dos Cães, o
Rodhesian
aparece em 52ª posição entre as raças pesquisadas.
 
Os Rodhesians quando filhotes são extremamente ativos e curiosos. É nesta fase
que os donos devem ter os maiores cuidados e desenvolver esforços sistemáticos
para educar o cão segundo as regras que desejar.
Sua vivacidade e energia, fazem
dos filhotes excelentes companheiros de proprietários mais ativos. Como crescem
rápido, deve-se tomar algum cuidado para estabelecer o contato entre os
Rhodesians e as crianças muito pequenas.
São cães de amadurecimento
tardio, consideram-se adultos apenas por volta dos 2 anos de idade.
Outro cuidado importante é com a socialização dos filhotes, que deve ser
incentivada após o término das vacinas.

O
pelo do Rodhesian é curto e obrigatoriamente deve ser caramelo ou ´trigo
pálido´. Admite-se uma mancha branca no peito. Por sua pelagem ser curta, não
demanda maiores cuidados, a não ser escovações para ajudar na remoção dos pelos
mortos durante as duas épocas de muda.
A crista,
considerada principal característica da raça, deve ser bem formada e simétrica.
 
O Rodhesian como a grande maioria dos cães de grande porte
e de crescimento rápido, está sujeito à displasia
coxo-femural e de cotovelos. Caso vá adquirir um filhote, certifique-se de que os pais
tenham sido examinados e que tenham sido aprovados pelas radiografias.
Problemas da
tiróide
também podem afetar de maneira mais particular os cães da raça.
Alguns estudos mencionam a Catarata como
um problema frequente nos Rodhesians.
Outro problema que pode ocorrer é a “dermoid sinus” (D.S.) é conhecida por
muitos nomes como cisto de “dermoid”, cisto de cabelo e cisto Africano. É
“sinus” porque tem o formato de tubo que drena e “dermoid” porque tem formato de
pele. Pode ou não conter folículos pilares ou ser coberto por pelos. Assim como
o pelo cobre o corpo do animal, também cobre a cavidade do tubo nasal. A defesa
natural do organismo contra corpos estranhos consiste em expulsá-los. Desse
modo, haverá produção de secreção para expulsar as impurezas. Nem todas as
“dermoid sinus” são feitas de tubos reais, muitas são cavidades nas quais não há
possibilidade das secreções serem excretadas. Nesses casos, serão formados
abscessos e o inchamento que acompanha o quadro, pode romper a pele, resultando
numa situação muito dolorosa para o filhote.
A D.S.é geralmente localizada na linha mediana do
pescoço, costas e cauda percorrendo a coluna vertebral. Embora raramente
encontrada no “redemoinho” houve alguns casos. A “dermoid sinus” também foi
notada em filhotes que não apresentavam o “redemoinho”.
A D.S. é uma condição congênita, significando que
está presente desde o nascimento. Pode ser apalpada e identificada nos filhotes
recém nascidos. Os filhotes afetados devem ser sacrificados ou então devem se
submeter à cirurgia para remoção da D.S. Eles deverão ser somente animais
domésticos não sendo considerados cães para procriação.
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