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O Rottweiler é uma das raças mais antigas que se tem notícia, tendo
acompanhado as legiões Romanas através dos Alpes, servindo de guarda para os homens e
tocando o rebanho. O Rottweiler herdou seu nome da antiga cidade de Rottweil: Rottweiler
Metzgerhund (Cão de açougueiro de Rottweil - uma vez que os açougueiros criavam a raça
com a única finalidade de trabalho).
Nesta época, os cães passaram por um processo de
miscigenação, mas que manteve sua tarefa principal de guarda e boiadeiro de grandes
animais. Atualmente, poucos cães ainda são usados com o fim do pastoreio, mas em
compensação, é uma das raças preferidas de quem procura um cão de guarda silencioso,
discreto e, acima de tudo, extremamente eficiente e confiante.
Apesar de todas as suas qualidades, o Rott
quase foi extinto e só escapou deste triste destino quando, em 1910, foi escolhido pela
polícia alemã para auxiliá-la, juntando-se ao Pastor Alemão e ao
Airedale Terrier.
No Brasil a raça chegou em 1970, e em
pouco mais que 20 anos tornou-se uma das mais populares, sendo que em 1995 foi a raça
"número 1" do País, tendo a maior quantidade de filhotes registrados. E se no
Brasil alcançou esta marca excepcional, o mesmo acontece na Europa e nos EUA.
Sua característica física mais marcante
é a robustez do corpo e cabeça (estrutura molossóica), assim como sua pelagem
característica: preto com marcações em marrom avermelhado, claramente definidas.
Seu porte massudo (sem jamais ser gordo) e suas características de personalidade o
qualificam de forma inequívoca para suas funções. O próprio padrão da raça ressalta
que além de seu físico forte, é um cão que está constantemente atento e tem grande
capacidade de perceber quando há ou não uma ameaça, ou seja, não é um cão que late
ou ataca a qualquer ameaça e muito menos para quaquer um. Segundo os criadores, o Rott
tem enorme apego aos donos, dá-se muito bem com crianças (desde que sejam criadas
juntos) e tem enorme a facilidade para aprender e obedecer (está em 9º lugar na
classificação do livro "A Inteligência dos
Cães").
Dono de uma mordedura poderosa,
conseqüência natural de sua constituição física, o Rottweiler adulto deve receber
ossos (de preferência rótula bovina ou fêmur) sempre que possível, visando estimular e
fortalecer seu maxilar.
 
O Rott tem uma maneira bem característica
de marcar seu território, descrevendo círculos em torno da propriedade a ser vigiada.
Caso um estranho "invada" seu território é imediatamente barrado pelo cão.
Não é um cão traiçoeiro nem desnecessariamente agressivo. Antes de atacar dá sinais
claríssimos de sua intenção, oferecendo assim oportunidade do invasor retroceder antes
do ataque. Essa característica é marcante de sua forma de guarda e garante aos
proprietários grande tranquilidade e muitas vezes sequer percebem que alguém tentou
invadir a casa.
Inteligente, tem faro apurado e boa
memória, o Rottweiler tem um amadurecimento mais tardio do que cães de outras raças,
sendo considerado adulto após os 2 anos de idade. É normalmente calmo e sereno,
impondo-se pela confiança que demonstra ter e por seu histórico destemor.

Os filhotes devem ter
pelos brilhantes, olhos vivos e nenhuma espécie de secreção no nariz. Como todo
filhote, são brincalhões mas exigem do dono uma postura forte, uma vez que o Rottweiler
precisa ter bem claro quem é o líder da casa. Com o objetivo de evitar problemas de
temperamento futuros, como a agressividade excessiva, deve-se socializar o filhote,
permitindo que estabeleça contatos com as visitas e com outros cães. Segundo o
novo padrão da raça, os filhotes não devem ter mais sua cauda amputada.
Para fazer uma boa escolha na hora de optar
por filhote procure sempre observá-lo durante alguns minutos para verificar se não é
medroso e se tem boa audição (estale os dedos e veja se ele procura a fonte do som).
Evite adquirir filhotes de rosnem ou chorem caso sejam pegados, o que pode indicar desvios
de personalidade (agressividade exagerada ou temor).
Os filhotes têm certa tendência à
gastroenterite - inflamação do intestino e do estômago e que causa diarréia e vômito.
O único meio de prevenir seu aparecimento é manter o esquema de vacinação em dia e
observar as regras básicas de higiene do canil.
Sendo um cão de porte grande, precisa de
espaço para fazer exercícios constantes e sentir a presença do dono, não sendo
recomendável que fique "trancafiado" e/ou isolado por longos períodos, sob
pena de tornar-se um cão instável. Deve passar por adestramento básico de obediência
(recomendável a partir dos seis meses).
Sua pelagem curta não requer grandes
cuidados por parte do seu proprietário, mas recomenda-se escovações regulares
(semanais) para afastar o perigo de pulgas e outros parasitas que podem causar alergias,
além de estimular a oleosidade natural e retirar os pelos mortos.
Como todo cão grande, de
crescimento rápido, os Rottweilers são bastante suscetíveis à displasia
(ver dicas de saúde), sendo que segundo informações, cerca de 15% dos filhotes sofrem
da doença. É importante, assim, verificar cuidadosamente a procedência dos pais e o
certificado negativo para displasia e/ou em grau aceitável para o acasalamento. Por isso
mesmo, o cuidado na escolha de um canil sério de quem adquirir um filhote tem
importância redobrada, uma vez que, a popularidade da raça fez com que surgissem
diversos "criadores" sem qualquer preocupação com a qualidade.
Na mesma linha, é importante certificar-se
quanto a possíveis problemas de temperamento, e que se tornam agressivos, uma vez que
problemas desta ordem tem aumentado bastante nos últimos anos.
Outro dos problemas muito comuns aos nossos
Rottweilers é a chamada "linha superior frouxa", que ao invés de ser firme ao
andar, balança para baixo e para cima, gerando um desperdício de energia e provocando
cansaço mais rapidamente.
Há também muitos exemplares com olhos
claros e lábios e gengivas cor-de-rosa, o que não é desejável na raça por ser sinal
de despigmentação.
Faltas Desqualificantes - Impedem
acasalamento
- olhos amarelos e cada um de uma cor. Com
entrópio (cílios entram nos olhos) ou ectrópio (pálpebra inferior caída).
- dentadura prognata (arcada inferior
sobressalente à superior), retrognata (arcadas não se encostam), falta de molares ou
pré-molares.
- pelagem nitidamente longa ou crespa.
- manchas brancas na pelagem.
- machos com aparência afeminada e fêmeas
com aparência masculinizada.
- machos com apenas um ou nenhum testículo.
- comportamento medroso, tímido, com medo de
tiro excessivamente desconfiado ou nervoso.
Faltas Desqualificantes
- Aparência leve, esguia, pernalta,
musculatura e ossatura fracas
- cabeça estreita, leve, muito curta, longa
ou pesada, testa chata (com pouco ou nenhum stop, que é o ponto de encontro entre a testa
e o focinho).
- lábios abertos, cor-de-rosa ou manchados.
- mandíbula curta.
- faces exageradamente pronunciadas.
- dentadura em torquês (pontas dos dentes das
arcadas se encostam).
- orelhas de inserção muito baixa, pesadas,
longas, dobradas para trás, assim como caindo abertas ou mal portadas.
- olhos marrom claros, arregalados, profundos
ou redondos.
- pescoço muito longo, fino, com pouca
musculatura, com barbelas ou peles soltas na garganta.
- tronco muito longo, muito curto, esguio.
- peito estreito, costelas achatadas, em forma
de barril.
- dorso muito longo, fraco, selado ou
carpeado.
- garupa muito curta, muito plana, muito
caída ou muito longa.
- cauda com inserção muito alta ou muito
baixa.
- pernas dianteiras muito juntas ou não
retas. Ombros abertos. Articulações do cotovelo insuficientes ou deficientes. Metacarpo
(equivale á palma da nossa mão) fraco ou escarpado (muito reto). Patas abertas. Dedos
achatados, atrofiados ou excessivamente arqueados. Unhas claras.
- pernas traseiras em barril. Coxas planas.
Excessivamente anguladas ou deficientemente anguladas. Jarrete (equivale ao nosso
calcanhar) de foice (inclinado para fora em vez de reto) ou de vaca (inclinado para
dentro). Ergôs (sexto dedo).
- pele da cabeça enrugada.
- pelagem macia, muito curta, muito comprida,
crespa ou com ausência de subpêlo.
- marcas em tan (castanho) em tonalidade
errada, mal definidas ou muito extensas.
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