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Saluki talvez seja a mais antiga das
raças domesticadas conhecidas. Pinturas rupestres datadas entre 2.000 e 3.000
A.C., retratando cães desse tipo, com orelhas e caudas franjadas, foram
encontradas no Egito. Uma das versões para a origem do nome Saluki faz
referência a uma cidade árabe desaparecida, Saluk. Os egípcios o chamaram de
El Hor (o nobre), e tal denominação não era em vão. De acordo com o Alcorão
(livro sagrado do Islamismo), o cão, de maneira geral, era tido como animal
impuro, sujo (O Cão e as Religiões), mas, talvez
porque o Saluki sempre tenha um excelente caçador, unindo velocidade,
resistência e fidelidade ao dono, fugia ao conceito estipulado pelo livro
sagrado. Os beduínos, percebendo essas habilidades, passaram a usar o Saluki
para a caça e assim prover alimento para toda a família já que não sendo um
"simples cão" e sim um ser superior, criado por Alá do mesmo vento com o qual
ele criou o cavalo árabe, eles (beduínos) podiam comer a caça que o Saluki
trazia.Segundo a etiqueta dos beduínos, os Salukis eram
ofertados aos amigos verdadeiros como prova de estima e consideração. Com tantas
honrarias, os Salukis eram considerados parte integrante do dia-a-dia dos
beduínos, e entre uma caçada e outra, partilhavam de suas tendas e mesas.
Conhecido também como Galgo ou Greyhound Persa, o
Saluki tinha por habitat natural a região do Mar Cáspio ao Saara, incluindo
Egito, Arábia, Palestina, Síria, Mesopotâmia e Pérsia. Algumas teorias afirmam
que os Salukis participaram da formação de várias raças de Galgos, entre elas,
os Afghans.
Os primeiros
Salukis foram levados para a Inglaterra em 1830, mas o interesse pela raça só
surgiu em 1897, quando Lady Florence Amhersts recebeu de presente um casal
ofertado por um beduíno egípcio a um coronel do exército britânico, provenientes
da tribo de beduínos Tahawi, do baixo Egito. Desde este período, quando foi
“descoberto” pelo mundo ocidental, o Saluki não sofreu grandes modificações.
Apesar de sua antiguidade, o Saluki ainda é uma
raça rara em todo mundo. No Brasil a raça ainda engatinha, mas já existem alguns criadores da raça em
diversos estados.
 
Originalmente, o Saluki era
empregado pelos árabes na perseguição à gazela e na caça a chacais, raposas e
lebres, já que é uma raça capaz de atingir grandes velocidades e possui uma
excelente visão.
Era bastante comum ver Salukis sendo carregados
junto com seus proprietários por cavalos, até que chegassem ao local da caçada.
Desta forma, preservavam-se as melhores condições do cão para a execução de sua
tarefa principal.
Com a sua chegada ao Ocidente e não havendo mais
a ´necessidade´ de caçar, os Salukis passaram a ser utilizados como cães de
corrida e companhia, porém em alguns países a caça ainda é praticada como
esporte e existem até provas oficiais específicas para galgos.
A aparência esguia, que geralmente dá uma falsa
impressão de magreza, não corresponde à resistência destes cães acostumados a
desenvolver grandes velocidades em terrenos desérticos. A paixão natural de um
Saluki por uma boa corrida faz com que não seja recomendado andar com um
exemplar sem coleira. Normalmente são cães capazes de passar longos períodos
deitados, tranqüilamente ao lado de seus donos. Amam o confiorto quase tanto
quanto às corridas e a caça. São muito discretos com pessoas estranhas e não são
do tipo ´festeiro´ nem com as pessoas da família, apesar de, ao seu modo, serem
extremamente amorosos com seus donos.
Apesar
deste temperamento tranqüilo, os Salukis precisam de espaço para serem
exercitados e desenvolverem a musculatura adequada para a raça.
Na escala de inteligência
elaborada por Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães
o Saluki está na 43ª posição. Mas se o objetivo for
um cão obediente no sentido ´tradicional´, um cão que vá seguir todas as suas
ordens, o Saluki não é o cão indicado, uma vez que são bastante independentes, companheiros fiéis que vão apreciar a sua companhia, mas altivez
típica da raça não lhes permite que façam “truques” e micagens. Eles são
suficientemente inteligentes para saber o que você está pedindo, e
suficientemente independentes para não fazê-lo se não acharem que devem. Apesar
de existirem nos Estados Unidos alguns Salukis bem sucedidos nas provas de
Obediência (e até Agility), esse não é o seu forte.

Apesar
de ser um adulto muito tranqüilo, o filhote pode ser bastante destrutivo se não
tiver como extravasar sua energia, por isso é fundamental que tenham espaço para exercícios. Seja o quintal de sua casa ou outro local disponível,
tenha sempre a certeza de que o ambiente onde você exercitará seu Saluki é
cercado (mais de 1,60m de altura) ou seguro, pois a qualquer momento ele pode
resolver seguir seu instinto de caça e corrida e você pode acabar ficando sem o
seu companheiro.
Salukis são cães muito sensíveis e têm boa
memória, por isso as repreensões devem ser muito bem dosadas. Por ser um cão
inteligente, ele rapidamente vai compreender o que pode e o que não pode. Um tom
de voz mais alto ou um tapa forte (lembre-se que ele tem uma pele fina e sem
gordura) podem magoá-lo tão profundamente que ele passará de algumas horas a
vários dias fazendo-o sentir-se culpado, e eventualmente até guardar um
ressentimento pela vida inteira.
 
O Saluki possui 2
variedades: a de pelo
longo e a de pelo curto. A grande diferença entre elas, na
verdade, é a presença de franjas no rabo e nas orelhas.
O pelo é suave e
possui uma textura sedosa; com franjas
nas orelhas, cauda, na parte de trás dos membros e das coxas,
entre os dedos dos pés. Franjas na garganta podem
eventualmente estar presentes em cães adultos. Filhotes podem ter
discreta
pelagem lanosa nas coxas e nos ombros. A variedade de pêlo curto
não tem franjas.
Todas as cores
e combinações de cores são permitidas,
mas não é desejável a cor tigrada.
 
Em geral são cães fortes, resistentes, quase rústicos
(pelo próprio histórico de sua origem!), porém há vários casos de problemas
congênitos de coração - alguns levando à morte súbita de cães jovens (entre 2 e
7 anos, ou então neonatos), outros apenas manifestando-se como aumento do
músculo cardíaco, sem maiores conseqüências, e que ainda não está totalmente
esclarecido se é normal da raça ou se é uma anomalia.
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