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A história do Samoieda é bastante controvertida e
confusa, especialmente por sua antiguidade. A versão mais aceita para o surgimento destes
cães é de que eles eram utilizados pelos povos nômades da região da Sibéria há mais
de 5 mil anos. Estes povos utilizavam os cães para executarem diversas funções desde a
tração de trenós até a caça e o pastoreio. Além disso, eram criados em estreito
contato com seus donos para os quais ainda proporcionavam o calor de seus corpos nas
noites geladas da região.
Se o seu desenvolvimento é obscuro, parece não restar dúvidas sobre a sua
descoberta pelo Ocidente. A raça foi descoberta durante as
primeiras expedições polares, a partir de 1870, empreendidas pelo norueguês Fridjof
Nansen. Segundo essas fontes, o explorador teria ficado impressionado com a beleza dos
cães e com sua força e resistência e diante de tantas qualidades chegou a utilizá-los
nas suas viagens, assim como fizeram outros exploradores. A criação oficial
dos Samoiedas deve-se, em grande parte, ao esforço de um casal de cinófilos ingleses
que, apaixonaram-se pelo cão e por suas muitas qualidades, e que iniciaram a importação
sistemática de exemplares para constituírem um padrão sólido e homogêneo.
Uma curiosidade interessante: na época em que se iniciaram as importações dos
Samoiedas nem todos eram brancos! Alguns exemplares, especialmente os que viviam em tribos
sedentárias, eram cor de canela e ligeiramente menores do que os exemplares que viviam
ainda em tribos nômades.
A primeira apresentação oficial da raça aconteceu em 1893 e o primeiro clube foi
fundado em 1920 e continua em funcionamento até hoje.

O
Samoieda, até em função de sua história e desenvolvimento é um cão extremamente
apegado aos donos e faz questão de poder acompanhá-lo todo o tempo que for possível.
Muito brincalhão, incorpora em sua personalidade outra característica marcante da
raça: a expressão de sorriso que o formato de sua boca confere aos
Samoiedas. São realmente cães alegres e sempre dispostos a uma nova atividade.
Segundo os padrões da raça, a agressividade é uma característica altamente
indesejável num Samoieda. Trata-se de um cão extremamente sociável, inclusive com
estranhos, o que faz com que ele não deve nunca ser utilizado para funções de guarda.
Como a grande maioria dos cães nórdicos, os Samoiedas têm um latido particular e que
deve ser controlado desde a infância para que não se torne um problema para o dono.

Apesar de seu aspecto de bichinho de pelúcia, os Samoiedas são, antes de tudo, cães
de trabalho, e como tal, precisam de exercícios regulares para que não se tornem
destruidores. Foi justamente essa preocupação que levou criadores de diversas partes do
mundo a organizarem em seus países provas de trabalho para o Samoieda, recriando assim
suas condições originais de vida.
Sua docilidade e disposição fazem dele um excelente companheiro para brincadeiras
infantis. Por seu instinto de caça, pode dar alguma canseira em gatos e pássaros mas
convive bem com outros cães, uma vez que originalmente eram cães de matilha.


Um bom filhote deve ser alegre e brincalhão, com olhos amendoados e brilhantes. Os
lábios devem ser pretos, sendo ligeiramente levantados nas extremidades, proporcionando o
"sorriso Samoieda". As orelhas costumam ficar eretas a partir dos 3 a 4 meses.
Sua cauda é possui pelos longos e a partir dos 2 meses deve estar suavemente deitada
sobre o dorso.
Os filhotes são dotados de uma enorme energia e devem ser socializados e educados
desde a mais tenra infância minimizando o desenvolvimento de péssimos hábitos como os
latidos excessivos.
No livro "A Inteligência dos Cães",
de Stanley Coren, o Samoieda está na 33a posição.
 
A pelagem do Samoieda tem
algumas características peculiares. Uma delas é a possibilidade de se fiar o
sub-pelo do cão e a outra é a sua quase total ausência de cheiro.
Apesar de ser um cão de pelagem exuberante e ideal para as baixas
temperaturas, o Samoieda adaptou-se bem à vida nos trópicos.
O principal cuidado que a pelagem requer é a escovação 2 ou 3 vezes
por semana, uma vez que o próprio cão costuma manter-se limpo. Na época da muda é
recomendável a escovação mais frequente para auxiliar na remoção dos pelos mortos.
Um cuidado especial deve ser tomado: não exagerar na quantidade de
banhos, uma vez que este processo remove a oleosidade natural e impermeabilizante que
impede a fixação da sujeira. Mesmo nos períodos mais quentes do ano, os banhos devem
ser, no máximo, quinzenais.

Até em função de seu desenvolvimento numa região de clima bastante
severo e condições drásticas, o Samoieda é um cão especialmente resistente, não
apresentando problemas específicos de saúde. Mas os proprietários devem estar atentos
a:
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