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A
origem do Schipperke é bastante controversa e cercada por ´histórias de
pescador´, e até mesmo seu nome é alvo de diversas interpretações: alguns
historiadores acreditavam que "schipperke" fosse uma derivação do holandês
"schipper", que significava BARQUEIRO, uma vez que a raça era comum entre os
marinheiros holandeses e eram utilizados para caçar ratos nos navios. As teorias
mais modernas afirmam que aqueles cães eram, na verdade, spitzes e que o
Schipperke provém da região belga de Lovaina. Segundo estes historiadores, os
primeiros vestígios da raça podem ser encontrados nua crônica do século XV, que
se refere a um pequeno cão preto, sem cauda, flamenco e que seria a ´encarnação
do diabo´.
Foi somente nos séculos XVII e
XVIII que apareceram imagens mais precisas dos Schipperke, através dos estudos
do cinófilo belga Chales Huge e que afirmava que os Schipperke tinham sido
desenvolvidos a partir dos spitzes-lobo no século XVII, sendo comumente pretos e
em diversos tamanhos. Estes primeiros cães tinham tamanhos diversos e funções
que eram adequadas ao seu porte. Os menores tinham como tarefa básica a caça aos
pequenos roedores que invadiam os currais. Estes seriam os reais antepassados
dos modernos Schipperkes, e que teriam recebido seu nome a partir da palavra "scheper",
que em flamenco quer dizer ´pastor´.
No final do século
XIX, os Schipperkes eram muito comuns na Bélgica e faziam parte integrante da
vida das aldeias e cidades. Foi nesta época que os ingleses passaram a se
interessar pelos pequenos ´diabinhos belgas´, e alguns exemplares foram levados
para a Grã-Bretanha. Em 1888, os belgas fundaram o primeiro clube da raça,
rebatizado de Roayl Schipperkes Club em 1933, e em junho do mesmo ano
estabeleceram o primeiro padrão oficial para a raça. Com as mudanças no padrão
Belga, os ingleses foram obrigados a criar um novo padrão em que são aceitas
outras cores além do preto. Já nos Estados Unidos e no restante dos países que
seguem a FCI a única cor aceita é o preto.
Durante o período
entre as duas guerras, a raça se espalhou pelo mundo, com grande rapidez, na
década de cinquenta esse quadro se reverteu completamente e os Schipperkes
caíram no esquecimento até os anos 70, quando a criação belga retomou em grande
estilo, sendo seguida pela França, onde há criadores de grande destaque.

O Schipperke é um cão especialmente ativo e curioso. Possui uma
enorme vivacidade e alegria, sendo muito freqüentemente utilizado como cão de
alarme, uma vez que late ao menor sinal de que há alguma coisa errada. Aliás,
este é um dos comportamentos que o proprietário deve desestimular desde cedo,
para que o Schipperke não se transforme numa máquina de latir.
Valentes e determinados, são cães que precisam de espaço para
atividade e estão sempre dispostos a qualquer atividade.
Apesar do
tamanho pequeno, são muito resistentes e especialmente afáveis com crianças. Na classificação de Stanley Coren, em seu livro "A Inteligência dos Cães", o
Schipperke ocupa a 15ª posição, juntamente com o
Pastor Belga. Assimila com facilidade os comandos
básicos e com grande rapidez os exercícios mais complexos, o que explica o
grande sucesso que alguns exemplares obtém nas provas de obediência promovidas
pelos americanos.
Sua constituição física, agilidade natural e velocidade, também
indicam o Schipperke para a prática do agility.
Por sua origem, o Schipperke é um cão bastante apegado aos
donos, não sendo, de forma alguma, recomendado deixá-los por longos períodos sem
supervisão.
Com outros cães pode desenvolver uma relação bastante boa, mas
não se deve subestimar o gênio forte do Schipperke.

Os filhotes são curiosos por definição. E devem ser ensinados
desde cedo a respeitas as regras da casa. Como são muito inteligentes, este
aprendizado costuma ser bastante agradável e produtivo.
Os
filhotes, assim como os adultos, impressionam pela delicadeza das formas e pela
quantidade de pelos! Deve tomar especiais cuidados com os filhotes até que
atinjam a maturidade, evitando que eles sofram quedas que possam comprometer o
desenvolvimento de sua ossatura.
É uma boa fase para acostumar o filhote ao ritual da escovação, uma vez
que durante sua vida adulta certamente será um hábito constante.
Os filhotes nascem com cauda, que, nos países em que a operação é permitida,
devem ser cortadas nos primeiros dias de vida. Praticamente em todos os países
da Europa, o corte de rabinhos e orelhas não é mais permitido.

A única cor aceita pelo padrão oficial é o preto-azeviche. A pelagem exuberante do
Schipperke é composta por um pelo e sub-pelo abundantes e
deve ser motivo de atenção para o proprietário. A escovação freqüente é condição
fundamental para que ele se mantenha sem nós e que não ‘cheire’.

Outra característica de sua pelagem é que, excetuando-se a fase normal da
muda, o Schipperke não perde pelos pela casa.
Normalmente os filhotes após os primeiros 3 ou 4 meses, passam por uma
severa troca de pelos, deixando para trás a pelagem felpuda da infância e
adquirindo a pelagem definitiva do adulto. No entanto, para que ele chegue a
desenvolver sua pelagem plenamente, leva-se pelo menos 2 ou 3 anos.
 
A raça é supersaudável, chega a viver muitas vezes até os
15 anos.
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Entrópio
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Luxação da Patela
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Problemas dentários.
Neste caso o principal cuidado vai no sentido de garantir que a troca de
dentes, que acontece normalmente em torno dos 6 meses, seja completa. Se o
dente de leite não cair espontaneamente, o veterinário deve ser
consultado. Outro problema comum é a tendência à formação de tártaro
que apresentam. Esse problema é facilmente contornado a partir de um
programa de higiene freqüente e visitas regulares ao veterinário para
controle.
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Dermatites: menos comuns
do que se poderia imaginar diante da quantidade de pelos, devem ser cuidadas
rapidamente e por um profissional evitando assim que causem a perda de pêlo
ou formação de feridas na pele.
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