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A
teoria mais aceita para a origem do Setter Inglês é que eles tenham sido
originados inicialmente a partir do cruzamento de spaniels espanhóis e pointers
franceses, sendo utilizado como cão de apoio na caça com o uso de redes de
chumbo, ao invés dos falcões, o que pode explicar sua maneira características
de ´apontar´ a presa. Apesar deste passado remoto, o Setter Inglês deve sua
evolução e aparência atual, ao trabalho do inglês Edward Lawerack, que a
partir do século XIX desenvolveu um programa de criação e consolidou a raça
como conhecemos hoje. O trabalho de Lawerack iniciou-se com uma pesquisa por
todo o país durante os anos de 1825 e 1845, procurando os melhores setters –
que possuíam uma enorme variedade física nesta época – e selecionando
aqueles que estavam mais perto do seu ideal. O
grande mérito de Lawerack foi a fixação das características da raça não
apenas fisicamente mas também em termos funcionais, o que garantiu a ele
inúmeros títulos em exposições de beleza e nas provas de caça.
Apesar deste
sucesso, Lawerack não viveu o suficiente para ver sua criação reconhecida.
Outro marco importante para a raça e que estabeleceu um tipo físico diferente
daquele consolidado por Lawerack, foi dado pelo criador Purcell Llewely que se
baseou totalmente no trabalho de Lawerack, mas procurando um cão que fosse mais
direcionado para o desempenho da caça. Os cães desenvolvidos por Llewely, em
geral, são menores e podem apresentar grandes manchas na pelagem , além a
cauda ser portada e inserida mais alta. Já o tipo que normalmente aparece nas
exposições de beleza, é mais alto, mais peludo e de cabeça mais pesada e
"talhada".
Nos países em que a caça é permitida, como França, Itália e Estados
Unidos, o setter inglês é um cão bastante popular. Já no Brasil, o Setter
Inglês não atingiu o grau de popularidade obtido pelo setter
irlandês nas décadas de 60 e 70.

O
Setter Inglês pode ser considerado como o ´gentleman´ entre os cães
apontadores e entre os Setters (Inglês,
Irlandês
e Gordon), é sem dúvida o
mais tranqüilo e com temperamento mais estável.
Uma das principais características da raça é sua extrema
docilidade e grande apego à família. Justamente por esse apego, não costumam
adaptar-se bem a longos períodos de solidão ou mesmo à vida confinada num
fundo de quintal sem convivência estreita com o dia-a-dia de sua família.
Especialmente no convívio com crianças, mostra-se capaz de suportar
praticamente qualquer brincadeira com a mesma paciência e disposição.
Desenvolvido para ser um cão de aponte polivalente e capaz
de atuar nos mais variados ambientes, o Setter Inglês é um cão que precisa de
exercícios constantes para desenvolver-se adequadamente, especialmente se viver
em pequenos espaços. Se o Setter tiver um grande jardim, devidamente protegido
em que possa correr e exercitar-se, tanto melhor, mas caso viva em espaços
menores exige um compromisso com seu dono para que possa dispensar algum tempo
com passeios onde possa gastar sua energia.
Na
prática da caça, apesar de poder atuar em diversos terrenos e na caça a
animais de pelo ou aves, o setter inglês é especialmente adequado para a caça
de aves em planícies de vegetação rasteira. Possuem um esquema de busca da
caça que cobre o terreno num zigue-zague, sempre à frente do caçador, mas
não tão longe deste quanto o setter irlandês.
De maneira geral, apesar de serem cães desenvolvidos para a
caça, costumam adaptar-se bem à presença de outros cães e mesmo de outros
animais como os gatos.
Segundo o ranking de
inteligência elaborado pelo psicólogo Stanley Coren, o Setter Inglês
aparece na 37ª posição. Por isso, e por ser um cão de porte médio para
grande, o adestramento de obediência é uma providência saudável para uma
melhor convivência entre cão e dono.
Outra característica bastante marcante da raça é que late
muito pouco, a não ser que haja um estranho no portão, dando o alarme ao dono.
Mas uma vez que o dono apresente o estranho, o setter inglês imediatamente muda
de comportamento e, apesar de não chegar a ser festeiro como o Irlandês, é
bem menos desconfiado do que o Setter Gordon.
 
O Setter Inglês, assim como a grande maioria das raças de
caça, amadurece tardiamente, mesmo do ponto de vista físico. Os filhotes não
são considerados ´adultos´ até que completem 2 anos de idade e os criadores
recomendam também que, até que eles atinjam esta idade não sejam exercitados
de maneira muito rígida uma vez que seu esqueleto ainda pode sofrer com
esforços excessivos.
Os filhotes nascem completamente brancos – a não ser pelas marcações
sólidas que porventura tenham – e vão desenvolvendo a coloração
característica da raça a partir dos 15 dias.
Um hábito que deve ser cultivado desde
cedo é a escovação, uma vez que a pelagem longa do Setter Inglês precisa ser
escovada com grande freqüência.
 
Um dos principais marcos da raça é sua aparência
exuberante determinada pelo seu porte físico e pela sua pelagem. A pelagem do
setter inglês deve ter sempre o branco como cor predominante e as pintas
(preferencialmente sem grandes manchas) podem ser laranja, preto ou tricolor.
Sua pelagem deve ser macia e clara, e para que esteja sempre
adequadamente mantida, requer do dono escovações constantes, pelo menos
semanais, e cuidados com o trimming (tosa) da raça. A escovação é ainda mais
necessária quando o cão tiver contato com jardins, onde sempre corre o risco
de ficar com galhos e gravetos embaraçados pelo pelo longo.
A atenção à pelagem reflete também na necessidade de banhos periódicos
com shampoos especiais para pelagem branca, evitando-se também o surgimento de
dermatites e outros problemas de pele.
 
De maneira geral, são cães robustos e
que gozam de excelente saúde. Os principais problemas enfrentados pela raça
são:
-
Displasia
coxo-femural - afeta
cerca de 24% do plantel americano, segundo o clube da raça.
-
Alergias – devido à
sua pelagem longa, é bastante comum que os cães apresentem alguma
tendência a desenvolver alergias. A escovação semanal e os cuidados de
manutenção da pelagem ajudam a evitar este tipo de problema.
-
Surdez congênita –
essa tendência genética foi descoberta apenas recentemente e o clube
americano da raça estima que 10% do plantel naquele país apresente algum
tipo de surdez, bilateral ou em apenas um dos ouvidos.
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Referências Utilizadas
Para Saber Mais:
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