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O Springer Spaniel Inglês é a mais antiga das raças representantes da
família dos Spaniels, denominação comum a diversas raças que teriam sido desenvolvidas
na Espanha (daí o nome de Spaniel Spain).
Apesar de haver certa controvérsia a respeito, aceita-se a Inglaterra como origem da
raça, que foi desenvolvida inicialmente para a caça com falcão (cetraria), esporte
muito popular entre os nobres na Idade Média (veja texto sobre O Cão na Idade Média), quando a caça desenvolvida-se de
duas maneiras: através da colocação de redes ou com o falcão, que era treinado
exclusivamente para este fim, capturados de preferência quando adultos.
Ao Springer cabia a tarefa de, utilizando seu faro extremamente poderoso, localizar a
presa e levantar a caça (to spring em inglês) e em seguida recolher a
ave abatida.
Sua versatilidade na
caçada (tanto em terra quanto em água) fizeram com que se tornasse um cão extremamente
popular na Inglaterra, sendo também utilizado por muitos como cão de companhia.
O Springer foi reconhecido como raça independente em 1902 e é considerado por muitos
como ponto de origem para os demais Spaniel, uma vez que foi a
partir da seleção dos filhotes quanto ao tamanho e facilidade de caçar em terra ou na
água, que as outras raças foram sendo definidas. Entre as mais conhecidas e
que tem como origem o Springer, estão o Cocker Spaniel
Inglês, Field Spaniel e Clumber Spaniel.
Com a introdução das armas de fogo nas caçadas, o Springer foi perdendo espaço para
os Pointers e Setters, mais eficientes nesta modalidade do esporte e como cão de
companhia, perdeu espaço para os Cockers, uma vez que estes conservam muitas de suas
características morfológicas e sendo menores (os springers medem 51 cm enquanto os
Cockers medem até 41 cm) puderam acompanhar as famílias que se mudavam para apartamentos
e casas cada vez mais compactos.
 
Apesar do olhar triste, o Springer Spaniel é um cão muito ativo e que tem
grande necessidade de espaço e atividade física. É extremamente dócil e companheiro,
traço comum a praticamente todos os cães de caça, uma vez que o apego ao dono/caçador
é fundamental para que desempenhem bem suas funções.
Em seu livro "A Inteligência dos Cães"
o psicólogo Stanley Coren classificou o Springer em 13º lugar entre as raças mais
inteligentes.
Muito alegre e sempre pronto para atividade, é um companheiro bastante resistente para
exercícios e brincadeiras, o que muitas vezes pode dificultar a sua manutenção em
apartamentos.

Seu faro apurado e a meiguice renderam-lhe lugar de destaque entre as raças adotadas
pela polícia na função de farejador de drogas, podendo trabalhar em aeroportos e outros
locais públicos onde há muita gente sem assustar as pessoas.
O Springer também se caracteriza por uma forte dependência do dono, não aceitando
muito bem ficar sozinho durante longos períodos.
Outra característica marcante do Springer é sua forma de andar. O Springer, ao
contrário dos outros cães, apoia, do mesmo lado, o pé da frente e o de trás, ao andar
devagar.
 
Por sua grande energia e instinto de caçador, é conveniente ensinar noções básicas
de obediência desde cedo.
Outro cuidado especial com o filhote diz respeito à alimentação, que
preferencialmente deve ser à base de ração industrializada, evitando assim que
manifeste tendência à obesidade. Deve-se evitar alimentos gordurosos; além daqueles à
base de amido, como pães, bolachas, massas, biscoitos.
O Springer deve ainda receber cuidados extras com a pelagem e evitar o acúmulo de
sujeira nas orelhas.

Entre os cuidados necessários com a pelagem do Springer estão a escovação pelo
menos semanal e a tosa a cada 30 dias dependendo do crescimento do pêlo do cão.
 
Os problemas que mais afligem o Springer são:
otite) especialmente por causa de suas longas
orelhas caídas, que facilitam o acúmulo de água e sujeira
obesidade
problemas oculares
No entanto, o mais preocupante dos problemas que podem atingir os Springers é um
distúrbio comportamental, conhecido como "Sindrome do Ódio".
A Síndrome do Ódio é caracterizada por uma alteração repentina e radical no
comportamento do cão, um verdadeiro surto, durante o qual o cão simplesmente
não reconhece ninguém e ataca sem distinção. Para procurar evitar este tipo de
problema, é importante pesquisar entre os ascendentes do futuro filhote se há registros
da ocorrência deste distúrbio. Alguns pesquisadores associam este distúrbio à
epilepsia, mas não há comprovação científica para o fato.
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