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Quem é o chefe? Analise sua pontuação Esta avaliação é bastante genérica, se, no entanto, você quiser uma avaliação mais profunda, escreva para nós, dando as suas respostas no teste. Tendo cada resposta em mãos, é muito mais fácil fazer um diagnóstico correto. Mas não se esqueça: quanto mais honesto você for nas suas respostas, mais perto da realidade será este diagnóstico. As perguntas apresentadas no teste representam os pontos mais óbvios onde se avalia a relação de liderança entre um dono e seu cão. Ninguém aqui defende que se deva lidar com o cão como se fosse um general nazista, no entanto é fundamental que um proprietário de cão perceba que esta relação nunca pode se basear na igualdade. Esta palavra (igualdade) não existe no mundo canino, que se rege pela relação hierárquica. Um dono condescendente vira, aos olhos caninos, um líder fraco. E um líder fraco, sob a ótica canina, não pode deter este posto, sob o risco de colocar toda a matilha em perigo e por isso, um líder fraco é sempre deposto, para que, em seu lugar, surja outro membro mais capaz de exercer tal função. Portanto fica bastante claro que quando o dono não assume a liderança, o cão irá assumir. Seja como for, vale sempre dar uma lida na matéria “A Importância da Liderança” que aborda este tema de forma mais ampla. É importante também lembrar que muitas vezes podemos fazer uso de alguns comandos para estabelecer a liderança. No momento em que começamos a compensar o cão sempre que este acerta o que queremos, melhoramos nossa comunicação com eles, mostrando de forma clara os comportamentos que desejamos dele. Portanto, ensinar alguns comandos, como o Senta; Aqui; Deita: ou bons comportamentos, como Não Pular; Não morder, etc, é um excelente começo para esta nova relação de liderança. O cão tem mais pontos que o dono: Temos aqui um dono muito bonzinho, mas um péssimo líder. Este dono não é capaz de se impor, não saber quais devem ser os limites do cão, e muito menos como mostrá-los a ele (cão). Quem acaba instituindo as regras do jogo é o cão, que se torna líder, mal-educado, e, no caso de cães de guarda, pode muitas vezes se tornar um cão bravo, que jamais vai respeitar uma ordem de seu dono. Este cão sabe que manda no dono. Este dono pode até ter conseguido algumas vitórias, mas estamos longe de uma liderança real. O cão ainda é o chefe. Este é o típico caso onde aquele sonho de ter um cão se transforma em pesadelo muito rapidamente. Se este dono não mudar de atitude o mais rapidamente possível, terá grandes problemas. O cão e o dono têm um número próximo de pontos: Outro dono bonzinho: ele acredita dividir a liderança com o cão. Mas isto está longe de funcionar. Tal dono acredita, falsamente, que ter uma relação onde ele e o cão tenham direitos iguais vá fazer dele um dono legal; que este cão será seu companheiro, como ele vê nos filmes. Acredita, também, que o cão saberá discernir a hora em que é preciso de fato obedecer. Pura ilusão! Não existe “liderança compartilhada”. Só UM pode mandar. Se este cão não vê no dono um líder, não há por que obedecê-lo. A obediência se dá pelo fato do cão confiar plenamente em seu líder, e saber que a decisão do líder é sempre a mais acertada para a matilha. Se este dono não é líder, não cabe a ele saber qual decisão tomar. Este privilégio é só do líder, portanto do cão. O dono tem alguns pontos a mais que o cão: Ainda não é o ideal, mas já vemos uma luz no fim do túnel. Este dono sabe como mandar, mas muitas vezes opta pela alternativa mais cômoda. Nessas ocasiões ele deixa o cão levar a melhor. Provavelmente ele tem um cão malandro, e que sabe levá-lo no bico direitinho. Eles se entendem muito bem, mas a liderança do dono ainda é muito falha. Numa situação extrema este cão não terá respeito pelo comando do dono, preferindo confiar em seu próprio discernimento. O problema é que se tal cão tiver qualquer tendência a maus comportamentos as coisas podem ficar bastante feias. O dono tem muitos pontos e o cão poucos: Este sim é um líder nato! Sabe impor as regras e limites, e se fazer respeitado por seu cão. Sabe também que esta relação é alimentada no dia-a-dia, e não só nos momentos extremos. Por isso mantém firmemente a liderança, e certamente tem um cão equilibrado e obediente. Maíce Costa Carvalho,
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