Tropa de faro - Beagles vão combater tráfico
A Polícia Militar encontrou num
pequeno cão de olhos amendoados, expressão doce e não mais de 35 centímetros de altura
o aliado ideal para combater o narcotráfico no Rio. Não para matar de rir o traficante,
mas para farejar carregamentos de drogas. Segundo descobriu o secretário de Segurança,
Josias Quintal, em uma recente viagem aos Estados Unidos, o pequeno e esperto beagle é o
que há de mais eficiente para encontrar tóxicos.
Desde o começo do
mês, por ordem do secretário, oficiais do Grupo Tático Móvel (Getam) estão procurando
canis capazes de ajudar o estado a formar uma tropa de 100 beagles. No momento, existem
seis deles, comprados de um criador paulista, em teste em dois batalhões do Getam - o
16° (Olaria) e o 12° BPM
(Niterói). Mas o desejo de Josias é ter 10 em cada batalhão do Getam. Segundo o major
Robson Rodrigues, comandante do Getam, os animais deverão chegar em grupos de 25, para
dar tempo aos canis e adestradores de se adaptarem ao novo cachorro policial.
Com a chegada dos beagles cairão na
reserva compulsória os labradores hoje usados para o mesmo tipo de serviço. Para o major
Rodrigues, uma troca vantajosa. O cão é barato - cada beagle, com pedigree, custa em
torno de R$ 250 e a polícia acredita que, se comprados em quantidade, possam sair por R$
150. Além disso, por serem pequenos, são fáceis de transportar. "É um cão muito
funcional. Segundo os veterinários da corporação, ele tem muita vitalidade. Parece uma
máquina que nunca pára de trabalhar", explicou o major.
O comandante do Getam acredita que,
ainda este mês, os seis beagles em treinamento - que têm cinco meses de vida - deverão
participar de sua primeira ação. Os próximos animais a serem comprados deverão vir de
canis do Paraná. "Nosso problema tem sido achar alguém que tenha beagles em
quantidade", explica o major. Assim que chegarem, os novos animais seguirão para os
batalhões do Centro da cidade.
Veja
mais sobre o Beagle
Fonte: Jornal do Brasil,
25/6/2000
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