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O Weimaraner é um cão bastante antigo, havendo
registros da raça já em 1600. A teoria mais aceita quanto à sua origem é de que ele
descende de um Braco alemão antigo (não o moderno Braco Alemão de Pelo Curto) e
inicialmente encontrava-se exclusivamente nos canis dos duques de Saxônia-Weimar, dos
herdou o nome.
Os Weimaraners foram desenvolvidos para realizar diversas modalidades de caça, desde a
esportiva até a caça de animais de grande porte como javalis e veados. Inicialmente,
atuavam em matilhas rastreando e encurralando a presa até a chegada do caçador.
Durante várias décadas a criação dos Weimaraners era restrita a regiões da
Áustria e Alemanha e não havia comércio desses cães.
Os criadores trocavam filhotes
entre si com o objetivo de fixar um padrão para a raça, que após 1890 foi submetida a
uma criação planificada e controlada pelos registros no livro de origem. Depois que o
padrão da raça foi registrado, os cruzamentos com outras raças especialmente o Pointer,
passaram a ser evitados. Admite-se hoje que o Weimaraner seja, provavelmente, a raça mais
antiga entre os cães de aponte alemães.
Apesar de ser um cão extremamente versátil, o Weimaraner começou a
popularizar-se apenas após a Segunda Guerra, quando foi intensificada sua concorrência
com o moderno Braco Alemão, Kurzhaar. Nos EUA
o Weimaraner foi introduzido a partir dos anos 40 e chegou ao Brasil em 1952.
O Weimaraner é um cão de aponte, cuja finalidade é sinalizar a caça e
posteriormente apanhá-la e devolvê-la ao caçador. Apesar dessa função inicial
específica, por sua inteligência e docilidade ganhou muitas outras funções, como cão
farejador de drogas, resgate e mesmo cão de companhia. Na Europa e EUA onde a caça é
permitida, os Weimaraners têm lugar cativo entre os praticantes do esporte, especialmente
por suas características de estrutura e forma de devolver a caça.

 Os Weimaraners são cães muito extrovertidos e
brincalhões. Resistentes e rústicos como convém a um bom caçador, os Weimareners são
extremamente apegados aos donos a quem demonstram sua completa docilidade.
Como animais de companhia são limpos, agradáveis e carinhosos com as
crianças.
Em função de sua origem de caçador, os Weimaraners são cães
extremamente curiosos e que aprendem com muita facilidade inclusive o que não
devem.
São cães de extrema energia e por isso precisam de espaço para se
desenvolver física e psicologicamente, caso contrário, podem se transformar em cães
extremamente problemáticos e destruidores. Por ter sido desenvolvido para a caça em
conjunto com o homem e em estreita relação com ele, o Weimaraner não gosta de ficar só
por longos períodos de tempo.
Segundo o pesquisador Stanley Coren, autor do livro A Inteligência dos Cães, o Weimaraner está
em 21º lugar no ranking de inteligência para o trabalho.
Outra característica atribuída à raça é a teimosia, o que indica aos
proprietários uma necessidade do Weimaraner de ter um líder a quem obedecer, e nestes
casos, o adestramento de obediência é essencial para a boa convivência familiar.
 
Desde muito jovem o Weimaraner já demonstra grande energia e disposição. Os filhotes
precisam de espaço para executar suas brincadeiras evitando assim os problemas com a
destruição de objetos não permitidos.
É bastante recomendável que desde cedo participe de adestramento de obediência e que
tenha possibilidade de exercícios regulares.
A cauda deve ser cortada a um terço e nasce relativamente baixa. O prazo ideal para o
corte é 48/72 horas após o nascimento dos filhotes.
 
Ao contrário do que se pode pensar, o Weimaraner é também reconhecido em uma
variedade de pêlo longo, que era inicialmente rejeitada pelos criadores. A mudança no
padrão ocorreu em 1952, mas desde 1935 a variedade começou a ser identificada nos
pedigrees, quando começou a aparecer com maior freqüência. Mesmo em ninhadas de
Weimaraners de pelo curto eventualmente ocorrem filhotes de pelo longo. No entanto, a
variedade de pelo longo não é aceita pelo American Kennel Club AKC.
 
Um dos principais pontos fracos do Weimaraners diz respeito à pelagem:
Seborréia Seca descamação da pele. As causas
mais comuns são deficiência hormonal e/ou alimentar. O pelo fica
esbranquiçado e sem vida. O tratamento deve ser feito à base de medicamentos
especialmente receitados pelo veterinário.
Piodermite falha nos pelos causada por
irritação e/ou sensibilidade a produtos químicos.
Otite infecção do
ouvido, facilitada pelo formato das orelhas do cão que propicia o acúmulo de sujeira. A
melhor forma de evitar é manter sempre a limpeza dos ouvidos
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