|
A
história do Welsh Terrier
é bastante nebulosa, especialmente por se tratar de uma raça bastante antiga.
Muitos autores consideram que o Welsh seja um descendente do antigo Terrier
Inglês preto-e-canela, muito popular na Inglaterra desde do século XII. Outros
historiadores alegam que a história seja exatamente o inverso, ou seja, que os
antigos Terriers seriam os descendentes do Welsh, e baseiam sua tese em textos
antigos, do século XI que mencionam a existência de pequenos terriers do país de
Gales que perseguiam raposas e texugos. Os textos mais recentes, datados dos
séculos XV e XVIII já fazem menção específica ao tipo de pelagem - dura - e à
coloração dos cães.
Qualquer que seja a
direção desta história, o fato é que os Welsh Terrier foram selecionados para
ajudar na caça de animais de toca. Os cães deveriam desalojar as presas - em
especial raposas e lontras - que se escondiam em tocas subterrâneas.
Os primeiros
registros da criação especializada são do século XVIII e remetem ao trabalho da
família Jones, em Ynysor e, posteriormente, os Welsh teriam sido adotados pelos
mineiros de carvão.
A raça foi
introduzida no cenário da cinofilia mundial em 1854, e foi apenas em 1885 que a
raça participou pela primeira vez em exposições oficiais. Mesmo em seu país de
origem - Inglaterra - a raça nunca enfrentou um grande boom de popularidade, mas
experimentou um crescimento constante e consistente em todos os países da Europa
e Estados Unidos, especialmente na década de 60.

O Welsh Terrier, em sua aparência, é normalmente definido como
se fosse um Airedale
Terrier em ´miniatura´. E de fato são muito
similares. Assim como a maioria dos Terriers o Welsh se caracteriza por um
temperamento alegre, muito ativo e afetuoso com seus donos. É um cão de
personalidade bastante forte e precisa de um dono com experiência e autoridade.
É uma raça que está sempre alerta. São cães que topam qualquer atividade que seja
proposta. Adoram correr, caçar e brincar. Podem obter excelentes resultados em provas de
agility, esporte no qual podem aproveitar completamente a sua agilidade e rapidez.
Em sua função original, a raça aproveitava sua extrema agilidade
e stamina para atuar com maestria na caça com arma de fogo ou mesmo furão. Sua
versatilidade faziam com que fosse utilizado ainda na caça em terrenos mais
pantanosos e mesmo dentro d´água. Resistência e combatividade, aliada a uma
enorme coragem, fizerem destes pequenos cães excelentes caçadores.
Apesar de seu tamanho moderado (pesam aproximadamente 9 quilos)
não são cães que possam viver em locais pequenos ou com pouca atividade. Por sua
história e utilização inicial, desenvolveram um enorme senso de independência,
uma vez que, na prática da caça em tocas, era necessário que fossem
autoconfiantes e determinados para cumprirem sua meta. E essa característica
eles absolutamente não perderam.
Na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro A Inteligência dos Cães,
o Welsh Terrier ocupa a 53ª posição
entre as 133 raças pesquisadas, o que apenas comprova a tese de que é um cão que
precisa realmente ser estimulado a obedecer seu dono. Por isso mesmo, é altamente
recomendável que desde cedo o proprietário inicie um programa de adestramento de
obediência com seu Welsh, com o objetivo de tornar a convivência mais fácil para ambas as
partes.
 
A educação do filhote requer, acima de tudo, paciência. Especialmente quando o
filhote já tiver aproximadamente 6 meses e estiver trocando seus dentes, deve-se evitar
que os móveis sejam seu alvo preferencial. Para isso, convém fornecer brinquedos
próprios para esta fase.
Como os adultos, os filhotes são muito ativos e curiosos e devem ser educados
desde cedo. O adestramento básico de obediência é
extremamente recomendável para cães que
possuam estas características de independência e, de maneira geral, os
resultados aparecem tanto mais rápido quanto maior for o envolvimento do dono
no processo de treinamento.
Não devem ser deixados sozinhos por longos períodos, uma vez que sua
curiosidade e necessidade de atividade farão com que procurem alguma distração,
o que nem sempre trará resultados agradáveis para o dono.
 
Normalmente cães de ´pelo duro´ estão entre as raças que não enfrentam a muda
na mudança de estações. Apesar disso, precisa de cuidados para que seu pelo se
mantenha saudável e bonito.
Os cães de exposição nunca podem ser cortados com tesoura uma vez que essa
prática muda a consistência da pelagem e pode até mesmo a tonalidade original
dos marcas. As tosas de exemplares de pista devem ser feitas à base do stripping, que consiste na
retirada manual dos pelos com a ajuda de uma faquinha apropriada. Esse procedimento só
deve ser realizado por profissionais competentes.
 
O Welsh Terrier, de maneira
geral, é um cão rústico, sem muitos problemas de saúde. Os registros dos clubes
americanos da raça enfatizam especialmente a presença de alguns distúrbios de
fundo genético como:
|