O
Irish Wolfhound talvez seja,
das raças Irlandesas, a que aparece em um maior número de lendas e mitos, que
tentam explicar seu nascimento.
No Século II Arrian cita em
suas escritas Hounds que foram trazidos para Grécia durante a invasão dos Celtas
que saquearam Delfos em 273 A. C.
A raça já era muito conhecida na época Romana
mas a primeira prova autêntica data de 391. É uma carta onde o Consul Romano
Quintus Aurelius Simmachus agradece o presente de 7 Wolfhounds recebidos de seu
irmão. Mas tanto a literatura primitiva quanto antigas leis irlandesas
demonstram que esses
animais eram criados com grandes estima e nos primeiros séculos eram muito
famosos por sua perícia e sabedoria como caçadores, por isso monarcas
estrangeiros tentavam comprar Wolfhounds para presentear a realeza.
Eram
utilizados não só na caçada ao lobo irlandês, mas também ao alce. Com
o desaparecimento dos lobos e alces e a grande exportação, eles quase foram
extintos. Em 1863, o Capitão George A. Graham do Exército Britânico, decidiu
restaurar integralmente a raça e dedicou-se a um enorme trabalho de estudo dos
pedigrees existentes e procurou reunir
alguns espécimes remanescentes. Para fixar o tamanho, que havia se perdido,
utilizou exemplares de Deerhound que era bastante semelhante ao Wolfhound. Em
1875 fundou o primeiro clube da raça e o padrão elaborado por ele foi
reconhecido pelo The Kennel Club em 1897.
 
Apesar de seu tamanho, é
impressionante a disposição do Irish
Wolfhound para a caça. No continente europeu é utilizado em vários tipos de
caçadas, como na caça ao javali selvagem. No Quênia já chegou a ser utilizado em
caçadas a leões. Nos Estados Unidos é muito usado para perseguir e matar coiotes
ou mesmo lobos. Contudo, hoje em dia é pouco utilizado neste tipo de trabalho.
Além de suas habilidades como cão de caça, o
Wolfhound é um cão de excelente temperamento, muito dócil com as pessoas da
família. Mas não se deve esquecer o componente instintivo de um cão que foi
desenvolvido para a caça ao lobo.
Como todos os
galgos, tem um temperamento bastante independente.
Na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro
‘A
Inteligência dos Cães’, o Wolfhound ocupa a 41ª posição entre as
133 raças pesquisadas.
Em geral é bastante
pacato não sendo latidor. Por sua presença imponente pode servir como cão de
guarda, mas não é indicado que se faça adestramento específico para a
função.
Sua pelagem áspera
protege-o contra o mau tempo e requer poucos cuidados por parte dos donos, sendo
necessária apenas escovação para manter seu brilho natural e evitar o acúmulo de
pelos mortos.

Normalmente se
dão bem com crianças a quem conquistam com sua energia inesgotável e até mesmo
com outros cães, mas seu instinto de caça aguçado não o recomenda para quem
possua outros animais que possam despertar seu instinto de caça. Em muitos
países na Europa e Estados Unidos, organizam-se atividades específicas para que
ele não perca completamente suas habilidades caçadoras.
 
O cuidado principal com os
filhotes diz respeito ao seu crescimento muito rápido. Um filhote, aos 2 meses,
pode pesar 11 quilos (quando adulto chega a 60 quilos) e deve receber cuidados
principalmente quanto à alimentação e evitar os exercícios muito pesados, que
possam comprometer sua estrutura.
É importante que sejam socializados desde cedo e é bastante recomendável que participe desde cedo de aulas de
obediência para que a convivência seja mais fácil e agradável para todos,
especialmente tendo-se em conta seu tamanho quando adulto, que pode inviabilizar
a convivência se não for um cão bem educado.
 
O
Wolfhound
é um cão rústico que tem
poucos problemas de saúde, os mais comuns são
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Torção Gástrica
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Osteosarcoma - Tumor ósseo maligno
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Cardiomiopatia - Suspeita-se ser de caráter hereditário e pode ser
comprovada através de testes auxiliares, como eletrocardiograma.
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Displasia
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