Um dos maiores terrores de qualquer proprietário de cão é que ele seja envenenado, seja com comida jogada em seu quintal, ou ainda por comer alguma coisa na rua. Há alguns anos houve uma matança de cães no bairro de Higienópolis, em São Paulo, devido a alguém que andou espalhando pelo bairro comida com raticida. Este tipo de fenômeno acaba por gerar um verdadeiro pânico entre os donos de cães, que saem desesperadamente atrás de treinamentos para fazer com que seu cão aprenda a não comer comida que tenha sido manipulada por alguém desconhecido. A eficiência deste treinamento, no entanto, é bastante discutida. Ele se baseia na associação desta comida (manipulada por estranhos) com choques elétricos de baixa voltagem. Por esta teoria, o cão associaria a comida com cheiro estranho a algo desagradável. Pega-se um pedaço de carne, que deve ser manipulada por alguém que o cão não conhece, e liga-se esta carne a 2 eletrodos conectados a um equipamento específico para este tipo de treinamento. Toda vez que o cão tentar abocanhar esta carne ele levará um pequeno choque. No entanto, ao tentar pegar um pedaço de carne que tenha o cheiro de seu dono, ou alguém conhecido, nada acontece. Na teoria tudo funciona muito bem, porém a eficácia deste treinamento esbarra no princípio científico de que não é possível treinar um animal a fazer algo que vá contra o seu instinto. E um dos instintos mais fortes que qualquer animal tem é o de se alimentar. Por conta disso, vemos cães que pegam a carne, agüentam o choque, e fazem de tudo para fazer com que a carne de solte dos eletrodos. Ou ainda cães que percebem quando não há os fios ligados à carne, e comem a carne mesmo com o cheiro do estranho.
Quais os cuidados que podemos tomar?
Se você, apesar do que foi falado acima, ainda quer que seu cão faça este treinamento, é importante que fique claro ele deve ser feito por um profissional experiente. Jamais tente fazer este treinamento sozinho, pois só tendo o equipamento profissional será possível trabalhar com segurança, sem expor seu cão a nenhum perigo. Boa sorte! Maíce Costa Carvalho,
adestradora
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